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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Porto do Pecém bate recorde com mais de 18 milhões de toneladas de cargas movimentadas

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O terminal cearense atingiu sua melhor marca anual desde que foi inaugurado, em março de 2002
2020 está apenas começando, mas o Porto do Pecém já tem o que comemorar nesse início de ano. O terminal portuário cearense movimentou 18.100.767 toneladas de cargas entre janeiro e dezembro de 2019. Média de 1.508.397 toneladas por mês. O resultado é 5% superior em comparação com o ano de 2018, quando foram movimentadas 17.214.859 toneladas.

Durante o ano passado os desembarques de mercadorias cresceram 1%, de 12.720.487 t em 2018 para 12.884.156 t em 2019. Já os embarques tiveram um aumento de 16%, de 4.494.372 t em 2018 para 5.216.611 t em 2019. Ou seja, mais cargas foram exportadas do Ceará para o mundo através dos navios que atracaram no Porto do Pecém.

Não à toa a quantidade de embarcações que passaram pelos berços do terminal cearense saltou de 620 em 2018 para 703 em 2019. Essa já é, portanto, a maior movimentação anual de navios na história do Porto do Pecém. A explicação para todos esses resultados está também na oferta de novos serviços.

No ano passado, o Porto do Pecém ganhou uma nova linha da Mediterranean Shipping Company (MSC) para escoar a produção de frutas da região nordeste para a Europa, além disso o terminal portuário passou a exportar manganês extraído do município cearense de Pentecoste para portos da China e Indonésia.

“Começar o ano com um novo recorde no nosso histórico de movimentação de cargas anima toda a nossa equipe do Complexo do Pecém a buscar mais marcas expressivas. Por isso, nossa expectativa para 2020 é a melhor possível. Não só pelos resultados obtidos em 2019, mas também pela licitação da ZPE II que está em andamento e ainda pelo desfecho de algumas negociações iniciadas no ano passado”, diz Danilo Serpa, presidente do Complexo do Pecém.

E em breve a capacidade operacional do Porto do Pecém será ampliada com a entrega de novos equipamentos. Uma nova rodovia para escoar a produção de placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém; um novo portão de acesso (Gate 2); uma nova ponte; e um novo berço de atracação devem ser inaugurados pelo governador Camilo Santana até o fim do primeiro trimestre de 2020.

Natureza da carga
Em relação à natureza da carga, o granel sólido foi a carga mais relevante na composição dos índices em toneladas. Participou com 9.660.304 t (53%), seguido da carga conteinerizada com 4.614.974 t (26%), carga geral solta 3.320.500 t (18%), e do granel líquido com 504.988 t (3%).

Cabotagem
A navegação de cabotagem cresceu 16% se comparado com o mesmo período do ano anterior, os principais destaques ficaram por conta dos desembarques de minério de ferro (4.580.886 t), cereais (600.811 t), produtos siderúrgicos (363.603 t), plásticos e suas obras (131.489 t), etc. Destacaram-se também os embarques de placas de aço (404.661 t), sal (321.655 t), cereais (174.157 t), farinha de trigo (148.911 t), alumínio e suas obras (113.088 t), etc.

Navegação de longo curso
Na navegação de longo curso, os principais destaques nos desembarques foram o carvão mineral (4.380.968 t); gás de petróleo (479.632 t); produtos siderúrgicos (367.144 t); minério de ferro (242.941 t); coque de petróleo (133.004 t); adubos e fertilizantes (48.326 t), etc. Nos embarques, os destaques ficaram por conta das movimentações de placas de aço (2.391.274 t); frutas (151.737 t); minérios de manganês (131.988 t); preparações de produtos hortícolas (35.108 t), etc.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Governo do Ceará assina Memorando de Entendimento com Banco de Desenvolvimento da China


Foi assinado nesta quarta-feira (6), em São Paulo, o Memorando de Entendimento para cooperação estratégica entre o Governo do Ceará e o Banco de Desenvolvimento da China. O documento consolida uma pactuação para construção de estratégias em prol do desenvolvimento econômico sustentável do Estado, e possibilita que empresas implantem e patrocinem projetos locais relevantes, incluindo a instalação da refinaria no Ceará, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), e parcerias na área da Saúde. O memorando está em vigor pelo período inicial de três anos e poderá ser prorrogado caso haja consentimento futuro mútuo das partes.

Antes da cerimônia, o governador Camilo Santana participou de uma reunião com o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China, Cai Dong, e representantes da direção do banco. Durante a conversa, o chefe do Executivo apresentou a situação econômica do Ceará, como a política de atração de investimentos com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e exibiu um vídeo de apresentação do Estado para os asiáticos.

“Tratamos e assinamos hoje um acordo em relação ao financiamento de dois projetos importantes para o Ceará. Um é a refinaria, luta antiga do Estado, e o outro está na área da Saúde, que é o interesse da empresa China Meheco Corporation, uma das maiores empresas da área do mundo que já visitaram nosso Estado e querem se instalar no Ceará. Esse é um momento histórico, muito importante. Mais um passo para a concretização da refinaria. Os chineses farão em breve nova visita ao Estado, eles estão analisando o projeto do Pecém, e vamos trabalhar para trazer esse grande empreendimento”, garantiu o governador.

Camilo destacou aos empresários chineses a importância da refinaria para o desenvolvimento econômico, com geração de empregos e fomentação de novas oportunidades de negócio, para o Ceará. Além disso, o governador também explanou acerca da vocação turística cearense, afirmando que “estamos de portas abertas e com um povo muito trabalhador” diante de novas iniciativas.

“Vamos construir junto com o banco a melhor equação para que esses dois projetos (refinaria e Saúde) sejam realizados”, afirmou o governador.

A comitiva do Ceará que participou da assinatura do Memorando de Entendimento contou ainda com o assessor especial para Assuntos Internacionais, Antônio Balhmann, e o presidente da ZPE, Mário Lima.



Boas perspectivas

Dirigente do banco chinês, Cai Dong afirmou que a iniciativa privada do país enxerga infraestrutura e potencial econômico “impressionante” no Ceará, e elogiou a constante de investimentos públicos para melhoria da qualidade de vida da população por meio de ações no campo da Educação e outras áreas. “Isso dá bastante confiança ao CDB de que Ceará está numa trajetória de crescimento”, disse Dong.

A pactuação com o Ceará, segundo aponta o CEO do CDB, é resultado da compreensão da grande importância do mercado brasileiro. “Temos um saldo muito positivo para investir no país e estamos muito satisfeitos com a assinatura deste memorando. Podemos dizer que agora o Ceará é um amigo de cooperação da China”, complementou.

Refinaria

No último mês de setembro, comitiva do Governo do Ceará viajou até a China para consolidar o financiamento do projeto da refinaria. O empreendimento, que funcionará dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), no Pecém, tem expectativa de gerar pelo menos 10 mil empregos na fase de construção e 8 mil postos permanentes entre diretos e indiretos. A previsão inicial é de que a unidade de refino produza até 300.000 barris/dia.

O Banco de Desenvolvimento da China, que atualmente conta com ativos de US$ 2,2 trilhões, se comprometeu a financiar o projeto com US$ 4 bilhões na primeira fase de construção do equipamento no Pecém, além de US$ 3,5 bilhões para implementação de todo o parque petroquímico na região.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Até 2014, CSP recebe 350 mil ton de maquinário

EM ABRIL HOUVE NOVA REMESSA 

Três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém no próximo mês


Área terraplanada da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período de construção da usina FOTO: DIVULGAÇÃO

Estão em andamento as primeiras fundações da siderúrgica e a construção do poço de vazamento do lingotamento contínuo fotos: divulgação

Às voltas com as obras do prédio sede da Zona de Processamento das Exportações (ZPE do Ceará), correndo contra o relógio para deixar tudo pronto e assegurar o alfandegamento da área pela Receita Federal, - em tempo hábil para receber a visita da presidente Dilma Rousseff, no dia 21 próximo, - a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), aperta o ritmo das obras do empreendimento, enquanto aguarda a chegada de novos carregamentos de materiais e equipamentos para dar forma à siderúrgica.

Para abril próximo, três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém, de um total de 158 desembarques, já programados pela CSP até 2014. A projeção é que 350 mil toneladas de equipamentos e máquinas cheguem até o próximo ano, ao Ceará.

Neste primeiro momento, confirma a Assessoria de Imprensa da Companhia, os navios trarão partes e peças de máquinas para regeneração de calor, para produção de ar quente a ser insuflado no alto forno, equipado com blower/ventiladores com alta capacidade de fluxo de ar, sopradores, válvulas, mangueiras, juntas de expansão, estruturas metálicas, revestimentos refratários, tubulações e dutos.

Na lista de equipamentos constam ainda peças de alta complexidade, que envolve tecnologia de ponta, para o pátio de matérias primas, coqueria, sintetização, alto-forno, lingotamento contínuo e aciaria. "Estas instalações são consideradas o coração de uma siderúrgica", destaca a direção da CSP.

Esse material se juntará às outras 110 mil toneladas de materiais às obras da siderúrgica, a exemplo de chapas e escoras de aço que já chegaram no ano passado, por meio de 35 embarques marítimos. No momento, 36 volume com peças e partes específicas da coqueteria, num total de 1.953 metros cúbicos se encontram estocados no Porto do Pecém, aguardando o alfandegamento da ZPE do Ceará, para serem internalizá-los ao ativo da empresa e gozarem dos benefícios fiscais e tributários peculiares a uma zona de processamento de exportações.

Balanço de obras

Ainda de acordo com a direção da Companhia, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco Engenharia e Construção do Brasil (PEC), encontram-se, atualmente, voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária é de 3.360m3 e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Andamento

No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período da construção da usina e de conclusão da rede de água da sede da ZPE do Ceará. A CSP anuncia ainda, aportes de capital de US$600 milhões no ano passado além de outros R$ 5 milhões em ações para sustentabilidade ambiental.

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

Só a CSP justifica criação da Zona especial no CE

INDÚSTRIA ÂNCORA

A siderúrgica, orçada em US$ 8 bilhões, deve contribuir também para que nasça no Estado um polo metalmecânico

Brasília. O governo autorizou o funcionamento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Pecém, no Ceará, onde será instalada a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), um empreendimento com investimentos estimados em US$ 8 bilhões, desenvolvido em parceria entre a Vale e as coreanas Dongkuk e Posco. Será a
primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste.

Conforme o secretário executivo do CZPE, Gustavo Saboia, na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões FOTO: DIVULGAÇÃO

Segundo o secretário executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), Gustavo Saboia Fontenele e Silva, o projeto da CSP é "tão grande", que somente ele justifica a criação da ZPE. Segundo os dados recebidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a previsão é que a primeira fase da siderúrgica entre em operação em 2015, produzindo 3 milhões de toneladas de placas de aço e gerando 4 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A segunda etapa entra em funcionamento em 2017, com a produção de chapas finas de aço.

"Isso vai permitir que nasça no Estado uma indústria metal mecânica", afirmou. Na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões para beneficiar o minério de ferro a ser utilizado pela CSP. O projeto processará 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para a siderúrgica. A ZPE nasce em uma área ao lado de onde deve ser instalada uma refinaria da Petrobras.

ZPE do Acre

A outra ZPE autorizada a funcionar no País foi a do Acre, que recebeu o aval do governo no ano passado. No entanto, a de Pecém, destaca o Mdic, será um empreendimento muito maior.

O foco principal é a agregação de valor às exportações brasileiras. Fontenele e Silva explicou que um levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que o preço médio de produtos semimanufaturados de ferro ou aço é 510% maior do que o preço exportado do produto primário.

Se a venda for de laminados planos de ferro ou aço, a diferença no valor sobe para 790% em relação ao produto básico.

Além disso, o secretário ressalta que a aprovação da ZPE considera o potencial de desenvolvimento regional. Ele afirma, no entanto, que há um controle rigoroso do governo para evitar que os produtos das ZPEs cheguem ao mercado nacional, além do porcentual permitido, para não afetar a competitividade das empresas fora dessa zona.

As companhias que se instalam em ZPEs têm tratamento tributário especial, mas precisam obter com exportações, no mínimo, 80% de sua receita bruta total. Os demais 20% da produção podem ser destinados ao mercado nacional, mas não estão isentos de tributos.

O secretário relata que a brecha foi uma segurança para as empresas em caso de retração no mercado internacional.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

BNB investe nas Novas Zonas de Processamento da Exportação no Nordeste

IN invest NE

Objetivo é fomentar os Arranjos Produtivos Locais e o desenvolvimento da indústria de energias renováveis

De acordo com  um laço de cooperação firmado entre o banco e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as novas Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) terão apoio financeiro do Banco do Nordeste (BNB). Os dados foram divulgados  na última segunda-feira (17). O acordo também tem como objetivo fomentar os Arranjos Produtivos Locais, o Programa Brasileiro do Design, a inovação e o desenvolvimento da indústria de energias renováveis. “Trata-se de um mercado extremamente promissor e atraente, assentado sobre uma base industrial já bastante desenvolvida”, diz o ministro do MDIC, Fernando Pimentel.

O BNB poderá apoiar as ZPE por meio do Programa de Financiamento à Infraestrutura Complementar da Região Nordeste (Proinfra) – que usa recursos do Fundo Nacional do Nordeste (FNE) para financiar o setor privado, e o Programa de Desenvolvimento Produtivo (Prodepro), para o setor público. Este último, que conta com recursos de US$ 600 milhões do BNB e outros US$ 600 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiará infraestruturas produtivas, como a implantação das ZPE e as empresas que nelas se instalarem. “As ZPE podem reduzir os desequilíbrios regionais, na medida em que fortalecem o balanço de pagamentos, bem como promovem a difusão tecnológica e consequentemente o desenvolvimento socioeconômico”, avalia o presidente do BNB, Ary Joel Lanzarin.

Além de ofertar crédito, o banco será o responsável pelo fornecimento de apoio administrativo, recursos humanos e de eventuais estudos ou convênios que venham a ser solicitados por estados ou municípios. O acordo terá validade de 24 meses e poderá ser prorrogado até o limite de 60 meses.

ZPE - As ZPE são locais onde as empresas podem produzir e exportar seus produtos com isenção de impostos. Trata-se de áreas de livre comércio, consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro. Atualmente, há 23 ZPE em fases diferentes de implantação.

Balança comercial apresenta alta na venda de semimanufaturados e manufaturados
Nos dez primeiros dias úteis de dezembro, as exportações brasileiras somaram US$ 10,259 bilhões, com média diária de US$ 1,025 bilhão. Pela média, o resultado é 2% maior que o verificado em dezembro de 2011 (US$ 1,005 bilhão). Nesta comparação, cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (22,9%), com destaques para açúcar em bruto, celulose, couros e peles, e ouro em formas semimanufaturadas. Também houve aumento nas exportações de manufaturados (2,3%) devido, principalmente, a etanol, óleos combustíveis, bombas e compressores, chassis com motor e autopeças. Os embarques de produtos básicos tiveram declínio de 3,6%, em razão, especialmente, de soja em grão, minério de ferro e café em grão.

Saldo - O saldo comercial de dezembro está superavitário em US$ 811 milhões (média diária de US$ 81,1 milhões). Pela média, o resultado é inferior em 53,1% ao verificado em dezembro do ano passado (US$ 172,8 milhões).

A corrente de comércio, nas duas primeiras semanas do mês, alcançou US$ 19,707 bilhões (média de US$ 1,970 bilhão). Pelo desempenho diário, houve aumento de 7,2% no comparativo com dezembro passado (US$ 1,838 bilhão) e redução de 4,2% na relação com novembro último (US$ 2,056 bilhão).

Da Secom


Fonte: Redação - IN invest NE (19.12.2012 10:13)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ZPE vai receber nova usina em 2013

VALE PECÉM

O empreendimento, de propriedade da Vale, irá fornecer minério à CSP e deverá gerar cerca de 180 empregos diretos

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém passará a abrigar um novo empreendimento a partir do próximo ano. Na última quarta-feira, o Conselho Nacional das ZPEs aprovou, para essa área, o projeto industrial da usina Vale Pecém, de propriedade da Vale.


A ZPE do Pecém é a que se encontra em estágio mais avançado entre as zonas desse tipo no País. Para a Emazp, uma das possíveis vocações da área é concentrar indústrias de base Foto: Divulgação

Prevista para ter as obras iniciadas no próximo semestre, a unidade será responsável por fornecer à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) o minério a ser utilizado durante sua operação.

Segundo o presidente da Emazp - empresa que administra a ZPE do Pecém -, Eduardo Macêdo, a nova usina irá receber minérios extraídos pela Vale em outros estados e atuará no beneficiamento (principalmente na etapa conhecida como "blendagem") do produto. Após esse processo, o minério será fornecido à CSP. Ao todo, a unidade poderá fornecer 5 milhões de toneladas de minério a cada ano.

Exclusividade

O presidente salienta que toda a produção da nova unidade será voltada exclusivamente para a CSP, que, por sua vez, só comprará minério beneficiado da Vale Pecém. A Vale é uma das sócias da CSP, com 50% de participação nas ações da siderúrgica.

A expectativa, informa Macêdo, é que a construção tenha início no próximo semestre. Já a operação, que irá demandar cerca de 180 empregos diretos, está prevista para o segundo semestre de 2015. O investimento da Vale na nova unidade, acrescenta, é de US$ 98 milhões. A Vale Pecém, informa, irá ocupar um espaço de aproximadamente 14 hectares na ZPE.

As empresas instaladas nas ZPEs têm de destinar 80% da produção para outros países. Macêdo explica que não há impedimento, todavia, para a relação entre a CSP e a Vale Pecém, uma vez que ambas estão localizadas na área da ZPE do Pecém.

O presidente destaca que, entre os pontos que pesaram na decisão de instalar a unidade, estão a proximidade com o Porto do Pecém e os incentivos tributários da ZPE. Ele frisa ainda que a ZPE do Pecém abrigará uma das maiores mineradoras do mundo e é a zona desse tipo que se encontra em estágio mais avançado no País. "Nós estamos fazendo história. Esse é mais um passo para o futuro do nosso Estado".

Equipamento da CSP espera

Antes previsto para o próximo sábado, o alfandegamento da ZPE do Pecém deverá se dar em nova data, mas a expectativa da Emazp - empresa que administra a área - é que o processo seja concluído ainda neste mês, antes do recesso de fim de ano.

Somente após a conclusão do alfandegamento serão enviados à ZPE os equipamentos comprados pela CSP com benefícios fiscais. A previsão é que o navio que irá transportar os equipamentos parta da Coreia logo após o alfandegamento, demorando cerca de 30 dias para chegar ao Ceará.

Ainda neste mês, técnicos da Receita Federal visitam a área da ZPE do Pecém. Segundo o presidente da Emazp, Eduardo Macêdo, 99% da análise da documentação necessária ao alfandegamento já foi concluída, enquanto a parte ligada aos sistemas e à estrutura da ZPE está 95% finalizada. "Esperamos que até o recesso esteja tudo finalizado e seja emitido o ADE (Ato Declaratório Executivo). A Receita tem mostrado muita boa vontade, mas entendemos que ela também não pode ser flexível", afirma o presidente. O ADE é o documento que irá oficializar o alfandegamento.

Além de aprovar, na última quarta-feira, o projeto industrial da Vale Pecém, o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) também aprovou a instalação de empreendimentos na ZPE do Acre e na de Parnaíba, no Piauí.

Para Macêdo, o desenvolvimento de novas zonas desse tipo não chega a representar algum tipo de concorrência à ZPE do Pecém, já que cada área possui vocações e particularidades únicas. "Existe uma só bandeira das ZPEs, que é a brasileira. Agora, cada uma tem as suas características", frisa, destacando que a ZPE do Pecém poderá se destacar como uma área que concentre indústrias de base.

Por
JOÃO MOURA
REPÓRTER DO DIÁRIO DO NORDESTE

Fonte: Negócios - Diário do Nordeste (14.12.2012)

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