Mostrando postagens com marcador CSP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CSP. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de agosto de 2014

Posco e Aço Cearense buscam mercado consumidor no Ceará

PARA CONCRETIZAR LAMINADORA
Segundo o grupo local, o projeto continua em análise. Agora, está sendo iniciada a fase do estudo financeiro

Na primeira fase, cerca de US$ 800 milhões deverão ser investidos na obra
O Grupo Aço Cearense e a sul-coreana Posco estão buscando alternativas para a venda, dentro do Ceará, dos aços planos a serem produzidos pela laminadora que estudam instalar no Estado. O estudo de viabilidade do empreendimento, que estava previsto para ser concluído até o fim de junho, ainda está sendo elaborado e não existe um cronograma definido.

"O projeto continua em estudo, principalmente na parte técnica para se definir o investimento, e tem alguns pontos que ainda precisamos buscar alternativas, principalmente sobre a questão da venda da placa para dentro do estado do Ceará", informou a Aço Cearense, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa. A nota adianta, ainda, que está sendo iniciada, no momento, a fase de estudo financeiro do investimento para o projeto.

As duas empresas assinaram, em novembro do ano passado e após seis meses de conversas, um Memorando de Entendimentos (MOU), que estabelece a intenção de ambas de desenvolverem o estudo de viabilidade técnica e econômica para a instalação de uma laminadora de aços planos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

De acordo com a Aço Cearense, a área em que a planta será construída ainda está sendo negociada. A laminadora deverá ser instalada em duas fases, com a primeira envolvendo investimentos de US$ 800 milhões.

Estimativa

Na etapa inicial, o empreendimento prevê a produção total em torno de 700 mil toneladas/ano de bobinas (ar quente, ar frio e galvanizadas). Já na segunda fase, o total chegará a 1 milhão de toneladas/ano das mesmas bobinas.

Sociedade

"A sociedade entre o Grupo Aço Cearense e a sul-coreana Posco já está acertada, por isso estamos desenvolvendo o estudo de viabilidade técnica e econômica para a instalação da laminadora de aços planos no Estado. Após definir este estudo é que serão definidas as participações financeiras de cada empresa", informou a assessoria de imprensa da empresa.

Conforme o grupo, este é "um projeto grande, complexo e, desta forma, vários pontos devem ser avaliados". A reportagem foi informada que diversas reuniões técnicas entre o grupo cearense e o coreano foram realizadas, em Fortaleza e na Coreia do Sul, para a definição dos equipamentos a serem utilizados na laminadora.

Empregos

A previsão é que a usina, que será o terceiro projeto siderúrgico a ser instalado no Estado, gere 1.500 empregos diretos. O Grupo Aço Cearense reforça que, de acordo com estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), para este tipo de investimento, cada emprego direto gerado corresponde a 24 indiretos, o que somaria ao final 36 mil colocações.

O grupo cearense acrescenta ainda que o Governo do Estado também está trabalhando para viabilizar o empreendimento.

Siderúrgica

A Posco é responsável pela construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios 22/07/2014

domingo, 12 de maio de 2013

Terraplanagem da CSP está no fim

CONCLUSÃO DIA 20

Atuam hoje no canteiro de obras cerca de 1.430 funcionários. O número deverá saltar para 7 mil até o fim do ano

A etapa de terraplanagem da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) deverá acabar no próximo dia 20, segundo informações da Posco Engenharia e Construções do Brasil, responsável pela execução da construção da usina. Mesmo antes do fim da terraplanagem, já estão sendo feitos, no terreno onde o empreendimento será construído, serviços de escavação e a concretagem das fundações.


Principais serviços a serem realizados neste ano estão ligados à construção civil das mais importantes instalações da siderúrgica Foto: Divulgação


Atuam hoje no canteiro de obras cerca de 1.430 funcionários, segundo a Posco. Até o final deste ano, informa a empresa, espera-se que esse número aumente para aproximadamente sete mil trabalhadores. Já para o pico da obra, previsto para junho do próximo ano, é esperada a mobilização de mais de 15 mil funcionários.

Ainda conforme a Posco, os principais serviços realizados em 2013 estarão ligados à construção civil das principais instalações da siderúrgica, sendo as principais oportunidades de trabalho, neste ano são, voltadas para profissionais da área, entre os quais estão serventes, contínuos, auxiliares, pedreiros, armadores, carpinteiros e pintores, além de técnicos nas áreas de edificação, ambiental, segurança do trabalho, engenheiros e cargos administrativos.

Equipamentos

A empresa também informou que parte dos equipamentos necessários à construção da CSP desembarcados no Estado, já está no canteiro de obras, enquanto outro conjunto de equipamentos se encontra, em processo de Alfandegamento na Zona de Processamento do Pecém (ZPE) e uma última parte está no terminal de cargas do Porto do Pecém.

ZPE

Tendo concluído seu processo de alfandegamento em março último a ZPE Ceará - empresa que administra a zona de processamento de exportação do Estado - pretende realizar, neste semestre, um trabalho mais intenso de divulgação e apresentação para possíveis interessados em se instalar naquela área.

De acordo com o presidente da ZPE Ceará, Eduardo Macêdo, ainda existem "muitas dúvidas" quanto ao modelo da ZPE por parte de possíveis investidores. Ele destaca, entretanto, que o fim do alfandegamento já tem tornado mais consistente o trabalho de captação de investimentos feitos pela empresa, que hoje dialoga com empreendimentos de países como Portugal, Espanha e Coreia.

Segundo Macêdo, a ZPE Ceará se encontra em uma etapa de testes, durante a qual estão sendo avaliados equipamentos e sistemas ligados ao seu funcionamento. Ainda neste semestre, informa, a empresa deverá passar à etapa de "operação plena".


Obras de montagem da CSP custarão cerca de R$ 100 mi

SEIS MESES DE NEGOCIAÇÃO

Makro Engenharia vence disputa entre dez empresas e é escolhida para movimentar peças com mais de 100 t

Após uma negociação que durou cerca de seis meses e envolveu dez grandes empresas nacionais e estrangeiras, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) ganhou, enfim, um responsável por suas obras de montagem. Trata-se da Makro Engenharia, companhia do ramo de movimentação de cargas que firmou na última terça-feira (30) o contrato de operação com a sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil, uma das sócias do equipamento. O serviço custará cerca de R$ 100 milhões.

Todos os equipamentos para montagem da planta industrial serão fornecidos exclusivamente pela Makro Engenharia, o que inclui guindastes telescópicos sobre pneus e treliçados sobre esteiras Foto: Divulgação

Conforme o diretor técnico e comercial da Makro, David Rodrigues, um dos fatores decisivos para a escolha da empresa foi a experiência da mesma junto a Vale, uma das investidoras do projeto. Segundo ele, "a concorrência teve início no fim do ano passado e foi muito acirrada, já que houve diversos processos de qualificação. Na decisão final, acredito que nossa experiência no ramo de mineração e indústria, assim como a nossa alta performance em segurança acabaram pesando positivamente, já que a CSP não deixa de ser um obra de risco".

Durante o processo de seleção para as obras de montagem da CSP, a maioria das empresas que concorriam eram estrangeiras, de países como Coreia e Holanda, sendo apenas três nacionais. Após alguns processos de qualificação técnica, a Posco negociou aspectos comerciais.

A operação

Basicamente, a Makro ficará responsável pela movimentação de cargas acima de 100 toneladas (t) no processo de construção da CSP. Todos os equipamentos para montagem da planta industrial serão fornecidos exclusivamente pela empresa, o que inclui guindastes telescópicos sobre pneus e treliçados sobre esteiras, assim como o fornecimento de gruas torres. A operação está prevista para durar 22 meses.


Em março deste ano, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco, encontravam-se voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo Foto: Alex Costa

"Em suma, todos os componentes pesados serão erguidos e montados pela Makro. Para se ter uma ideia, içaremos uma peça que pesa 600 toneladas, um valor nunca antes levantado no Ceará. Obviamente que ainda estamos na fase de projeto e esse peso pode ficar ainda maior", comenta David Rodrigues.

Andamento das obras

Em março deste ano, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco, encontravam-se voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas, respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária de 3.360 m³ e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Em sua primeira fase de operação, a CSP deve produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano, contribuindo para a geração de emprego, assim como o desenvolvimento econômico do Estado do Ceará.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Até 2014, CSP recebe 350 mil ton de maquinário

EM ABRIL HOUVE NOVA REMESSA 

Três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém no próximo mês


Área terraplanada da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período de construção da usina FOTO: DIVULGAÇÃO

Estão em andamento as primeiras fundações da siderúrgica e a construção do poço de vazamento do lingotamento contínuo fotos: divulgação

Às voltas com as obras do prédio sede da Zona de Processamento das Exportações (ZPE do Ceará), correndo contra o relógio para deixar tudo pronto e assegurar o alfandegamento da área pela Receita Federal, - em tempo hábil para receber a visita da presidente Dilma Rousseff, no dia 21 próximo, - a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), aperta o ritmo das obras do empreendimento, enquanto aguarda a chegada de novos carregamentos de materiais e equipamentos para dar forma à siderúrgica.

Para abril próximo, três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém, de um total de 158 desembarques, já programados pela CSP até 2014. A projeção é que 350 mil toneladas de equipamentos e máquinas cheguem até o próximo ano, ao Ceará.

Neste primeiro momento, confirma a Assessoria de Imprensa da Companhia, os navios trarão partes e peças de máquinas para regeneração de calor, para produção de ar quente a ser insuflado no alto forno, equipado com blower/ventiladores com alta capacidade de fluxo de ar, sopradores, válvulas, mangueiras, juntas de expansão, estruturas metálicas, revestimentos refratários, tubulações e dutos.

Na lista de equipamentos constam ainda peças de alta complexidade, que envolve tecnologia de ponta, para o pátio de matérias primas, coqueria, sintetização, alto-forno, lingotamento contínuo e aciaria. "Estas instalações são consideradas o coração de uma siderúrgica", destaca a direção da CSP.

Esse material se juntará às outras 110 mil toneladas de materiais às obras da siderúrgica, a exemplo de chapas e escoras de aço que já chegaram no ano passado, por meio de 35 embarques marítimos. No momento, 36 volume com peças e partes específicas da coqueteria, num total de 1.953 metros cúbicos se encontram estocados no Porto do Pecém, aguardando o alfandegamento da ZPE do Ceará, para serem internalizá-los ao ativo da empresa e gozarem dos benefícios fiscais e tributários peculiares a uma zona de processamento de exportações.

Balanço de obras

Ainda de acordo com a direção da Companhia, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco Engenharia e Construção do Brasil (PEC), encontram-se, atualmente, voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária é de 3.360m3 e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Andamento

No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período da construção da usina e de conclusão da rede de água da sede da ZPE do Ceará. A CSP anuncia ainda, aportes de capital de US$600 milhões no ano passado além de outros R$ 5 milhões em ações para sustentabilidade ambiental.

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

Só a CSP justifica criação da Zona especial no CE

INDÚSTRIA ÂNCORA

A siderúrgica, orçada em US$ 8 bilhões, deve contribuir também para que nasça no Estado um polo metalmecânico

Brasília. O governo autorizou o funcionamento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Pecém, no Ceará, onde será instalada a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), um empreendimento com investimentos estimados em US$ 8 bilhões, desenvolvido em parceria entre a Vale e as coreanas Dongkuk e Posco. Será a
primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste.

Conforme o secretário executivo do CZPE, Gustavo Saboia, na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões FOTO: DIVULGAÇÃO

Segundo o secretário executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), Gustavo Saboia Fontenele e Silva, o projeto da CSP é "tão grande", que somente ele justifica a criação da ZPE. Segundo os dados recebidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a previsão é que a primeira fase da siderúrgica entre em operação em 2015, produzindo 3 milhões de toneladas de placas de aço e gerando 4 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A segunda etapa entra em funcionamento em 2017, com a produção de chapas finas de aço.

"Isso vai permitir que nasça no Estado uma indústria metal mecânica", afirmou. Na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões para beneficiar o minério de ferro a ser utilizado pela CSP. O projeto processará 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para a siderúrgica. A ZPE nasce em uma área ao lado de onde deve ser instalada uma refinaria da Petrobras.

ZPE do Acre

A outra ZPE autorizada a funcionar no País foi a do Acre, que recebeu o aval do governo no ano passado. No entanto, a de Pecém, destaca o Mdic, será um empreendimento muito maior.

O foco principal é a agregação de valor às exportações brasileiras. Fontenele e Silva explicou que um levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que o preço médio de produtos semimanufaturados de ferro ou aço é 510% maior do que o preço exportado do produto primário.

Se a venda for de laminados planos de ferro ou aço, a diferença no valor sobe para 790% em relação ao produto básico.

Além disso, o secretário ressalta que a aprovação da ZPE considera o potencial de desenvolvimento regional. Ele afirma, no entanto, que há um controle rigoroso do governo para evitar que os produtos das ZPEs cheguem ao mercado nacional, além do porcentual permitido, para não afetar a competitividade das empresas fora dessa zona.

As companhias que se instalam em ZPEs têm tratamento tributário especial, mas precisam obter com exportações, no mínimo, 80% de sua receita bruta total. Os demais 20% da produção podem ser destinados ao mercado nacional, mas não estão isentos de tributos.

O secretário relata que a brecha foi uma segurança para as empresas em caso de retração no mercado internacional.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ceará .Infraestrutura.

ORIUNDOS DA COREIA DO SUL

CSP recebe primeiros equipamentos

Segundo a empresa sul-coreana Posco, as obras civis estão programadas para até o próximo ano

Os primeiros equipamentos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) chegaram ao Ceará. O navio STX Brassiana, que trouxe a carga, estava em alto mar desde o último domingo (10) e, na noite da última quarta-feira (13), recebeu autorização para atracar no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Segundo a CSP, os 36 volumes que vieram da Coreia do Sul devem ser montados no empreendimento entre 2014 e 2015.

Os 36 volumes devem ser montados no empreendimento entre os anos de 2014 e 2015, de acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa da empresa FOTO: MARÍLIA CAMELO

"Seguindo o cronograma das obras da siderúrgica, até 2014 estão programadas as obras civis dos galpões, edificações, vias internas e instalações diversas. A montagem e testes dos equipamentos acontecerão entre 2014 e 2015", detalha a nota enviada pela assessoria da empresa sul-coreana. Todo o material deve montar a parte chamada coqueria da CSP e custou US$ 340 milhões. As caixas com ele vieram embaladas em lonas plásticas azuis e correspondem a 1.953 metros cúbicos de peças, o que equivale a 99.841 quilos. Já o tempo previsto para a descarga do Brassiana deve durar "cerca de três dias", segundo estimativa da Cearáportos, que administra o terminal do Pecém.

Cargas ficarão no Tmut

Outra informação confirmada pela Cearáportos é de que os 36 volumes devem ficar ´guardados´ no pátio do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut) até que saia o alfandegamento da ZPE. Como informou com exclusividade o Diário do Nordeste na edição do 8 de fevereiro deste ano, os equipamentos poderão permanecer no Porto do Pecém por até 90 dias sem que nenhum procedimento alfandegário seja exigido deles. Ainda segundo a Cearáportos, o navio STX Brassiana possui carga mista e trouxe, além das peças da CSP, 19 mil toneladas de bobina para indústrias siderúrgicas. Dados de carga e descarga do terminal de São Gonçalo ainda atestam que mais de dez navios com material para a siderúrgica cearense já aportaram lá, todos trazendo - da Coreia do Sul, China ou Vietnã - estacas para o início da obra civil do empreendimento.

O material ficará guardado no pátio do Terminal de Múltiplo Uso até que saia o alfandegamento da ZPE. Os equipamentos poderão permanecer no Porto do Pecém por até 90 dias sem que nenhum procedimento seja exigido FOTO: MARÍLIA CAMELO

Impasse do alfandegamento

No entanto, para que a construção da CSP continue respeitando o prazo ou, pelo menos, que os equipamentos desfrutem dos benefícios fiscais da Zona de Processamento e Exportação (ZPE), é necessária a expedição do Ato Declaratório Executivo (ADE) pela Receita Federal.

O documento faz da ZPE uma área alfandegária, a qual deve ter o poder de conceder benefícios às empresas que estão dentro da área dela - no caso, a CSP.

A primeira data anunciada pelo governo do Estado para que o processo de alfandegamento fosse concluído foi 15 de dezembro do ano passado. Depois, quando a construção física da sede administrativa não foi concluída a tempo, o prazo foi transferido para 25 de janeiro. Em ambos, existia a expectativa do governador Cid Gomes de contar com a presença da presidente Dilma Rousseff para a inauguração da ZPE do Ceará.

O início de março é tido, agora, como o prazo máximo para a conclusão do processo. Caso realmente saia, os diretores da ZPE Ceará e da CSP afirmaram que os equipamentos devem entrar com benefícios e não atrasarão as obras da siderúrgica.

Custo

340 milhões de dólares é quanto custou o material que deve ser utilizado na montagem da parte da siderúrgica chamada coqueria

... ... ...

MP DOS PORTOS

Portuário quer alterar regras

Brasília. Representantes do setor portuário se reuniram, onte, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, com o objetivo de sensibilizar o governo para alterar a medida provisória que muda as regras de operação dos portos brasileiros (MP 595). A audiência, acertada pela deputada estadual Telma de Souza (PT-SP), ex-prefeita de Santos, antecede a instalação da comissão mista do Congresso que analisará a MP, prevista para o dia 20.

Paralelamente, trabalhadores dos portos estarão reunidos em Brasília para fechar o calendário de mobilização contra a MP, que permite a privatização do setor. O presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que a pressão dos trabalhadores é pela paralisação.

Os sindicalistas temem demissão e perdas de direitos trabalhistas com as novas regras instituídas pela MP. Eles argumentam que a privatização vai deixar precária a relação trabalhista. Outra consequência apontada é que a privatização resultará na prática de dumping pelas empresas que terão o domínio sobre os portos, baixando os preços até acabar com os atuais que operam no sistema de concessão, para depois subirem as tarifas.

As novas regras permitem a construção e a operação de terminais privativos sem restrição de cargas. A MP, que recebeu 645 emendas, foi editada em dezembro do ano passado e perderá a validade em maio, se não for votada até lá. A MP dos portos é uma das 23 medidas provisórias tramitam no Congresso.

Na fila

Na Câmara, três medidas provisórias estão na fila à espera de votação: a que estende a desoneração da folha de pagamento para novos setores (MP 582), a que trata de políticas de subvenção aos financiamentos concedidos pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (MP 581) e a que destina crédito de R$ 1,68 bilhão para o Fundo de Financiamento Estudantil (MP 588).

No Senado, a pauta está trancada pela MP 585. Ela libera R$ 1,95 bilhão para compensar as perdas decorrentes de desonerações para exportação.

... ... ...

REFINARIAS DE PETRÓLEO

ANP destaca relevância das Premium I e II

Documento da ANP mostra que as refinarias Premium I e II não serão concluídas antes de 2017/2018 

Relatório sobre a evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000 - 2012, divulgado ontem, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) revela a importância da construção das refinarias de petróleo Premium I e II, respectivamente, nos Estados do Maranhão e do Ceará, para adequação da atual oferta nacional ao novo perfil da demanda do mercado por gasolina, óleo diesel, GLP, nafta e QAV (querosene de aviação).

O documento chega em momento em que o gabinete da Casa Civil retoma os entendimentos com o Palácio do Planalto, para agendamento de visita do governador do Ceará, Cid Gomes, à presidente Dilma Roussef, reunião na qual os temas refinaria e seca devem constar, certamente, na pauta.

No documento, a ANP transcreve citações do último Plano de Negócios e Gestão da Petrobras 2012-2016, onde diz que as refinarias Premium I e II, e o segundo trem de processamento do Comperj não serão concluídos antes de 2017/2018. Consta também, que os projetos das duas refinarias no Nordeste estão em processo de avaliação e que somente serão implementadas “caso se verifique o alinhamento de seus custos com as métricas internacionais, em termos de Capex e taxas de retorno de investimento”.

Abastecimento

Sintetizado em 23 páginas, o relatório da ANP destaca logo no início que “as recentes e crescentes dificuldades para a garantia do abastecimento de derivados de petróleo no Brasil suscitam a busca de soluções de curto e longo prazo, as quais dependem de investimentos e incentivos visando à ampliação da oferta, à redução da demanda e à otimização da infraestrutura de logística”.

Afirma ainda que os cenários que preconizavam expectativas de autossuficiência, e até mesmo de exportação de derivados, no horizonte de 2020, parecem definitivamente ultrapassados. Na avaliação da ANP, a dependência das importações tem se ampliado, gerando efeitos perversos sobre a balança comercial do país, diante do aumento crescente da demanda e déficit de produção de combustíveis e derivados. Conforme o relatório, no intervalo de 2001 a 2011, a taxa média do PIB do Brasil, cresceu 3,76%, contra 4,05% do diesel, 4,60% da gasolina e 9%, do etanol. Mostra ainda, que apesar do direcionamento de grande parte do aumento do consumo de combustíveis para o etanol entre 2003 e 2009, a partir de 2010 os preços da gasolina voltaram a ser competitivos e o consumo deste produto voltou a crescer, fechando 2012 com aumento de 13%, sobre a demanda de 2011.

Parque de refino

Nesse contexto em que também se destaca o descolamento dos preços da gasolina praticados no mercado doméstico, em relação aos preços internacionais, amplia-se a necessidade e as perspectivas de expansão do parque de refino nacional para este e demais derivados do petróleo.

Demanda elevada

A expansão se faz necessária à adequação da produção ao perfil da demanda em elevação, para produção de derivados de maior valor agregado e atendimento de novos requisitos de qualidade dos produtos, a exemplo do diesel com menor teor de enxofre, bem como à redução dos custos logísticos.

Nesse cenário, o relatório da Agência Nacional de Petróleo aponta as perspectivas de aumento da capacidade de processamento do parque de refino até 2020, a partir da entrada de operação das refinarias Abreu Lima, em Pernambuco, em 2014, da Premium I e II, a partir de 2017 e 2018, respectivamente, e do primeiro trem de processamento do Compej, no Rio d janeiro, em 2015, como condições para ampliação da oferta interna de derivados de petróleo e consequente redução das importações desses produtos.


Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Aumentar a renda será desafio para municípios


INDICADORES ECONÔMICOS E SOCIAIS

Mais do que elevar o Produto Interno Bruto, é esperado o consequente desenvolvimento da região

Atualmente, o principal responsável pela geração de riquezas no complexo industrial ainda é o Terminal Portuário do Pecém FOTO: ALEX COSTA
Que as indústrias de base e toda a cadeia produtiva que estas irão atrair para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) irão contribuir sobremaneira para alavancar a economia cearense, isso é inquestionável. Entretanto, mais do que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas, é esperado o desenvolvimento da região, com a melhoria da infraestrutura das cidades e dos indicadores sociais. E estes são grandes desafios a serem enfrentados pelos municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia.

Entre estes desafios, está o acréscimo da renda da população destas duas cidades. Caucaia, o segundo município mais populoso do Estado, com mais de 325 mil habitantes, possuía, em 2010, um rendimento nominal médio per capita de apenas R$ 441,04 mensais, entre os domicílios particulares permanentes. Os dados são do último Censo do IBGE. O valor, portanto, era ainda inferior ao salário mínimo que, à época, estava fixado em R$ 510. Entre os domicílios da área urbana, o valor era de R$ 458,15, enquanto que os rurais ficavam em apenas R$ 290,87.

Ao todo, de acordo com o Censo 2010, Caucaia conta com 89,1 mil domicílios particulares permanentes, dos quais, 19,1 mil, o equivalente a 21,4%, possuíam rendimento mensal domiciliar (isto é, somando os proventos de todos os integrantes da família) até um salário mínimo. Destes, 4,2 mil possuíam renda de até meio mínimo. Na outra ponta, 499 domicílios possuíam rendimento nominal mensal superior a 20 salário mínimos.

O Município encontra forte vocação empresarial no ramo de alojamento e alimentação e tem sua economia, em maior parte, sendo desenvolvida na área de serviços, seguido da indústria e da agropecuária, segundo aponta estudo realizado pela a Associação Técnico-Científica Eng° Paulo de Frontin (Astef) - entidade jurídica de direito privado, vinculada ao Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) - e que compõe o Relatório de Impacto Ambiental da refinaria Premium II.

"Na indústria de transformação, se destaca a de produtos alimentares, enquanto que no comércio varejista se evidenciam os ramos de tecido, vestuário, artigos de armarinho e material de construção", aponta o estudo feito a pedido da Petrobras.

Com a intensificação da chegada de indústrias, e em especial com a implantação da refinaria, deverá haver uma alteração nesse quadro, com a indústrias ganhando maior importância.

São Gonçalo

Já São Gonçalo do Amarante possui população bem menor, de 43,8 mil habitantes em 2010. Entretanto, dos 12 mil domicílios particulares permanentes, 3.728, ou 31%, possuíam rendimento nominal mensal de até um salário mínimo em 2010, conforme o IBGE.

O rendimento nominal mensal per capita do Município era ainda menor que o de Caucaia, ficando em R$ 361,92 mensais. Por outro lado, não há diferença tão significativa entre a média urbana e a mensal, que ficam em R$ 387,31 e R$ 313,75, respectivamente.

Em 2010, o PIB de São Gonçalo era de R$ 1,1 bilhão, o sétimo maior do Estado. O principal responsável pela geração de riquezas por lá é exatamente o Terminal Portuário do Pecém, motor do complexo industrial.

A instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), entre outros empreendimentos deverá consolidar o setor industrial como o principal gerador de riquezas por lá.

Suape pode ser exemplo para Pecém

A construção de uma unidade de refino, no caso a Premium II, a exemplo da Abreu e Lima (PE), deverá atrair mais indústrias para o Cipp FOTO: RODRIGO CARVALHO

Imagine um universo de 43 mil pessoas, o equivalente a toda a população de São Gonçalo do Amarante, "batendo ponto", diariamente, em uma mesma empresa. Parece um tanto improvável, mas é esta a realidade hoje na Refinaria Abreu e Lima, em construção pela Petrobras no Complexo Industrial de Suape, localizado no município pernambucano de Ipojuca, a 44 quilômetros de Recife. Um cenário que, todavia, não está tão distante de se configurar no Ceará.

Suape pode ser analisado como uma projeção do que poderá vir a ser o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) daqui a alguns anos. Hoje, o complexo pernambucano já possui mais de 100 empresas em operação e outras 50 em implantação. O de Pecém ainda tem um longo caminho a percorrer: são oito operando e outras oito em instalação. Contudo, a confirmação dos chamados empreendimentos estruturantes, a exemplo da refinaria cearense e da siderúrgica, traz a garantia de que novos grandes projetos deverão aportar na região.

A refinaria Premium II terá uma capacidade de produção ainda maior que a de Pernambuco, contudo deverá envolver uma quantia menor de recursos na implantação e mobilizar uma massa menor de trabalhadores.

A unidade pernambucana é apontada como um exemplo a não ser seguido, em virtude dos atrasos e dos acréscimos no orçamento. A Premium II deverá gerar cerca de 90 mil empregos, entre diretos, indiretos e por efeito renda. No pico da obra, haverão 20 mil pessoas envolvidas na implantação, de acordo com previsões da Petrobras.

Já a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), que já está entrando em uma segunda fase nas obras de instalação da usina, espera contratar oito mil pessoas somente neste ano.

Os trabalhadores estarão envolvidos, agora, nas obras civis das principais instalações da planta, como alto-forno, produção de aço e lingotamento. No pico da obra, previsto para 2014, entre 15 mil e 17 mil pessoas devem trabalhar na instalação da siderúrgica.

Pessoal especializado

A partir deste ano, a CSP contratará mais mão de obra especializada, com níveis técnico e superior. Entre os profissionais a serem procurados, estão engenheiros, geógrafos, psicólogos, assistentes sociais, técnicos em edificação, mecânica, meio ambiente, além de carpinteiros, pedreiros, armadores, pintores, assistentes administrativos, entre outros. A maior parte dessas vagas deverá ser contratada entre profissionais locais.

Atualmente, de acordo com dados da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), existem 1.544 trabalhadores nas empresas já instaladas e em operação no Cipp. (SS)

Fonte: Diário do Nordeste

Vale quer diminuir sua participação de 50% na CSP


MEDIDA JÁ ESPERADA

A Vale vem promovendo uma reestruturação na área de siderurgia. Alguns investimentos foram enxugados neste ano, mas o projeto cearense foi garantido FOTO: ALEX COSTA
Rio de Janeiro A mineradora Vale planeja diminuir a sua participação de 50% no projeto da Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), no qual é parceira das coreanas Posco e Dongkuk, disse ontem o diretor financeiro da companhia, Luciano Siani, durante evento com investidores no Rio de Janeiro.

Segundo Siani, a companhia está racionalizando investimento em pesquisa e desenvolvimento. "Não faz sentido gastar mais que o necessário para criar novas oportunidades", disse o executivo ao explicar a intenção da empresa. Ele não mencionou qual seria a participação futura da Vale no projeto.

A CSP é uma joint-venture, resultado da parceria entre a Vale, que detém 50% do empreendimento, e das coreanas Dongkuk, com 30%, e Posco, com 20% de participação.

´Compromisso´

Em nota, a assessoria de comunicação da CSP informou que o presidente da Companhia, Marcos Chiorboli, após contato realizado com Luciano Siani, "reitera o compromisso da mineradora com a implantação da siderúrgica no Ceará".

A CSP afirmou também que "o projeto segue avançando com as obras no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)".

Enxugamento

Recentemente, a Vale vem promovendo reestruturação na siderurgia. Alguns investimentos foram enxugados, mas o projeto cearense foi garantido. A Vale anunciou no ano passado que pretende investir US$ 16,3 bilhões no próximo ano, 24% a menos que o plano anunciado para 2012, num momento em que a empresa vê perspectivas de uma demanda apenas "moderada" por minério e metais. 

Fonte: Diário do Nordeste (30.01.2013)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ZPE vai receber nova usina em 2013

VALE PECÉM

O empreendimento, de propriedade da Vale, irá fornecer minério à CSP e deverá gerar cerca de 180 empregos diretos

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém passará a abrigar um novo empreendimento a partir do próximo ano. Na última quarta-feira, o Conselho Nacional das ZPEs aprovou, para essa área, o projeto industrial da usina Vale Pecém, de propriedade da Vale.


A ZPE do Pecém é a que se encontra em estágio mais avançado entre as zonas desse tipo no País. Para a Emazp, uma das possíveis vocações da área é concentrar indústrias de base Foto: Divulgação

Prevista para ter as obras iniciadas no próximo semestre, a unidade será responsável por fornecer à Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) o minério a ser utilizado durante sua operação.

Segundo o presidente da Emazp - empresa que administra a ZPE do Pecém -, Eduardo Macêdo, a nova usina irá receber minérios extraídos pela Vale em outros estados e atuará no beneficiamento (principalmente na etapa conhecida como "blendagem") do produto. Após esse processo, o minério será fornecido à CSP. Ao todo, a unidade poderá fornecer 5 milhões de toneladas de minério a cada ano.

Exclusividade

O presidente salienta que toda a produção da nova unidade será voltada exclusivamente para a CSP, que, por sua vez, só comprará minério beneficiado da Vale Pecém. A Vale é uma das sócias da CSP, com 50% de participação nas ações da siderúrgica.

A expectativa, informa Macêdo, é que a construção tenha início no próximo semestre. Já a operação, que irá demandar cerca de 180 empregos diretos, está prevista para o segundo semestre de 2015. O investimento da Vale na nova unidade, acrescenta, é de US$ 98 milhões. A Vale Pecém, informa, irá ocupar um espaço de aproximadamente 14 hectares na ZPE.

As empresas instaladas nas ZPEs têm de destinar 80% da produção para outros países. Macêdo explica que não há impedimento, todavia, para a relação entre a CSP e a Vale Pecém, uma vez que ambas estão localizadas na área da ZPE do Pecém.

O presidente destaca que, entre os pontos que pesaram na decisão de instalar a unidade, estão a proximidade com o Porto do Pecém e os incentivos tributários da ZPE. Ele frisa ainda que a ZPE do Pecém abrigará uma das maiores mineradoras do mundo e é a zona desse tipo que se encontra em estágio mais avançado no País. "Nós estamos fazendo história. Esse é mais um passo para o futuro do nosso Estado".

Equipamento da CSP espera

Antes previsto para o próximo sábado, o alfandegamento da ZPE do Pecém deverá se dar em nova data, mas a expectativa da Emazp - empresa que administra a área - é que o processo seja concluído ainda neste mês, antes do recesso de fim de ano.

Somente após a conclusão do alfandegamento serão enviados à ZPE os equipamentos comprados pela CSP com benefícios fiscais. A previsão é que o navio que irá transportar os equipamentos parta da Coreia logo após o alfandegamento, demorando cerca de 30 dias para chegar ao Ceará.

Ainda neste mês, técnicos da Receita Federal visitam a área da ZPE do Pecém. Segundo o presidente da Emazp, Eduardo Macêdo, 99% da análise da documentação necessária ao alfandegamento já foi concluída, enquanto a parte ligada aos sistemas e à estrutura da ZPE está 95% finalizada. "Esperamos que até o recesso esteja tudo finalizado e seja emitido o ADE (Ato Declaratório Executivo). A Receita tem mostrado muita boa vontade, mas entendemos que ela também não pode ser flexível", afirma o presidente. O ADE é o documento que irá oficializar o alfandegamento.

Além de aprovar, na última quarta-feira, o projeto industrial da Vale Pecém, o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) também aprovou a instalação de empreendimentos na ZPE do Acre e na de Parnaíba, no Piauí.

Para Macêdo, o desenvolvimento de novas zonas desse tipo não chega a representar algum tipo de concorrência à ZPE do Pecém, já que cada área possui vocações e particularidades únicas. "Existe uma só bandeira das ZPEs, que é a brasileira. Agora, cada uma tem as suas características", frisa, destacando que a ZPE do Pecém poderá se destacar como uma área que concentre indústrias de base.

Por
JOÃO MOURA
REPÓRTER DO DIÁRIO DO NORDESTE

Fonte: Negócios - Diário do Nordeste (14.12.2012)

Busca