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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Porto do Pecém bate recorde com mais de 18 milhões de toneladas de cargas movimentadas

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O terminal cearense atingiu sua melhor marca anual desde que foi inaugurado, em março de 2002
2020 está apenas começando, mas o Porto do Pecém já tem o que comemorar nesse início de ano. O terminal portuário cearense movimentou 18.100.767 toneladas de cargas entre janeiro e dezembro de 2019. Média de 1.508.397 toneladas por mês. O resultado é 5% superior em comparação com o ano de 2018, quando foram movimentadas 17.214.859 toneladas.

Durante o ano passado os desembarques de mercadorias cresceram 1%, de 12.720.487 t em 2018 para 12.884.156 t em 2019. Já os embarques tiveram um aumento de 16%, de 4.494.372 t em 2018 para 5.216.611 t em 2019. Ou seja, mais cargas foram exportadas do Ceará para o mundo através dos navios que atracaram no Porto do Pecém.

Não à toa a quantidade de embarcações que passaram pelos berços do terminal cearense saltou de 620 em 2018 para 703 em 2019. Essa já é, portanto, a maior movimentação anual de navios na história do Porto do Pecém. A explicação para todos esses resultados está também na oferta de novos serviços.

No ano passado, o Porto do Pecém ganhou uma nova linha da Mediterranean Shipping Company (MSC) para escoar a produção de frutas da região nordeste para a Europa, além disso o terminal portuário passou a exportar manganês extraído do município cearense de Pentecoste para portos da China e Indonésia.

“Começar o ano com um novo recorde no nosso histórico de movimentação de cargas anima toda a nossa equipe do Complexo do Pecém a buscar mais marcas expressivas. Por isso, nossa expectativa para 2020 é a melhor possível. Não só pelos resultados obtidos em 2019, mas também pela licitação da ZPE II que está em andamento e ainda pelo desfecho de algumas negociações iniciadas no ano passado”, diz Danilo Serpa, presidente do Complexo do Pecém.

E em breve a capacidade operacional do Porto do Pecém será ampliada com a entrega de novos equipamentos. Uma nova rodovia para escoar a produção de placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém; um novo portão de acesso (Gate 2); uma nova ponte; e um novo berço de atracação devem ser inaugurados pelo governador Camilo Santana até o fim do primeiro trimestre de 2020.

Natureza da carga
Em relação à natureza da carga, o granel sólido foi a carga mais relevante na composição dos índices em toneladas. Participou com 9.660.304 t (53%), seguido da carga conteinerizada com 4.614.974 t (26%), carga geral solta 3.320.500 t (18%), e do granel líquido com 504.988 t (3%).

Cabotagem
A navegação de cabotagem cresceu 16% se comparado com o mesmo período do ano anterior, os principais destaques ficaram por conta dos desembarques de minério de ferro (4.580.886 t), cereais (600.811 t), produtos siderúrgicos (363.603 t), plásticos e suas obras (131.489 t), etc. Destacaram-se também os embarques de placas de aço (404.661 t), sal (321.655 t), cereais (174.157 t), farinha de trigo (148.911 t), alumínio e suas obras (113.088 t), etc.

Navegação de longo curso
Na navegação de longo curso, os principais destaques nos desembarques foram o carvão mineral (4.380.968 t); gás de petróleo (479.632 t); produtos siderúrgicos (367.144 t); minério de ferro (242.941 t); coque de petróleo (133.004 t); adubos e fertilizantes (48.326 t), etc. Nos embarques, os destaques ficaram por conta das movimentações de placas de aço (2.391.274 t); frutas (151.737 t); minérios de manganês (131.988 t); preparações de produtos hortícolas (35.108 t), etc.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Brasileiros gastaram mais de R$500 milhões em carros esportivos em 2019

Foram comprados mais de 3.000 veículos esportivos no ano passado, segundo a Bright Consultoria. Veja abaixo a lista dos mais vendidos

Ford Mustang: carro foi o esportivo mais vendido do Brasil em 2019 (Ford Mustang/Facebook Ford Brasil/Divulgação)
Ford Mustang, Porsche 911, Audi TT. Clássicos como esses estiveram na lista dos esportivos mais vendidos do Brasil em 2019.

Os brasileiros compraram 1.805 carros esportivos no ano, segundo balanço da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Já números da Bright Consultoria automotiva, que incluem um espectro maior de modelos, apontam para mais de 3.000 carros esportivos vendidos em 2019.

O segmento ainda representa uma parcela pequena do mercado nacional. O número de modelos esportivos vendidos no ano passado representa menos de 1% dos 2,6 milhões de automóveis emplacados no período no Brasil, segundo a Fenabrave.

Ainda assim, os valores movimentados entre os esportivos são astronômicos. Para comprar somente a versão mais básica de oito dos nove modelos mais vendidos em 2019 na lista da Fenabrave, os brasileiros gastaram mais de 485.000 reais.

A estimativa foi feita segundo levantamento com base nos preços dos modelos básicos, sem adicionais, registrados no site das montadoras (com exceção do Porsche Boxster, cujo preço oficial não foi encontrado no site da Porsche).

Na prática, incluindo os eventuais adicionais e os carros que não estão no ranking dos mais vendidos, gastou-se mais de 500 milhões de reais em esportivos no país em 2019.

Foi mais de meio bilhão de reais dispendidos para comprar pouco mais de 1.300 carros participantes do ranking dos mais vendidos — um preço médio de mais de 370.000 reais por carro.


O ano de 2019 registrou vendas cerca de 10% menores do que no anterior, segundo o levantamento da Bright. Os números da Fenabrave mostram uma queda ainda maior, de 25%. Mas, de acordo Murilo Briganti, diretor de produto da Bright, 2019 não foi um ano tão ruim para os esportivos quanto os números levam a crer.

O avanço dos esportivos em 2018 havia sido anormalmente alto, sobretudo porque o Ford Mustang, um dos modelos mais conhecidos nesse segmento, foi lançado pela primeira vez no Brasil naquele ano. Havia uma demanda reprimida pelo modelo, que alavancou as vendas, uma vez que passou a existir a possibilidade de comprar o veículo de forma mais fácil, sem necessidade de importação.

“O avanço do segmento em 2018 foi atípico, puxado pelo Mustang. O desempenho no período se descolou da média histórica”, afirma Briganti.

Dessa forma, o Mustang foi o mais vendido do Brasil em 2019 pelo segundo ano consecutivo. Antes do início das vendas nacionais do modelo, o líder em 2017 havia sido o Porsche 911, que no ano passado foi o segundo mais vendido, posição que já havia ocupado em 2018.

Para poucos
O segmento dos esportivos sofre com os mesmos desafios pelos quais passa o setor automotivo como um todo, que vive anos difíceis diante da crise brasileira dos últimos anos. Ainda assim, veículos mais caros como os esportivos tendem a sofrer menos variação nas vendas durante crises, assim como outras categorias do segmento de luxo.

O setor automotivo de luxo foi um dos que mais cresceu durante a crise brasileira, tendo alta de 36,8% entre 2013 e 2018, segundo números da consultoria Euromonitor. Em 2018, os carros de luxo responderam por um faturamento de 14,1 bilhões de reais no Brasil.

A crise costuma afetar menos os produtos mais caros. No acumulado entre 2013 e 2018, o faturamento de produtos de luxo teve alta de mais de 18% — mesmo em um cenário em que, no acumulado do mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 1,3% e a renda per capta caiu mais de 6%.

Para os próximos anos, contudo, os carros devem perder em parte o protagonismo: o setor de luxo que mais crescerá será o chamado “luxo de experiência”, que inclui alimentação e viagens, com alta de 48,2% esperada até 2023. O mercado de carros de luxo deve ter alta de 5,5%, segundo a Euromonitor.

Fonte: Exame - Negócios

Camil compra unidade de ração animal de empresa chilena por R$ 200 mi

A operação amplia a presença da companhia brasileira no país e marca a entrada da empresa no segmento de pet food

Camil: a empresa entrou no Chile em 2009, com a compra da marca de arroz Tucapel (Germano Lüders/Site EXAME)

São Paulo — A Camil Alimentos anunciou nesta quarta-feira a compra da unidade de ração animal do grupo chileno Empresas Iansa, numa operação de cerca de 200 milhões de reais que amplia a presença da companhia brasileira no país e marca a entrada da empresa no segmento de pet food.

A unidade de negócios pet food das Empresas Iansa, LDA SpA, possui marcas relevantes no mercado chileno e é a terceira maior em produtos para cães, afirmou a Camil em comunicado. A unidade possui sete marcas.


A Camil entrou no Chile em 2009, com a compra da marca de arroz Tucapel. A unidade internacional da Camil representa 30% das operações da empresa, com atuação no Uruguai, Peru e Chile.

Fonte: Exame - Negócios

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Na contramão do cenário econômico, empresas imobiliárias facilitam a compra de imóveis

Pagar aluguel e ao mesmo tempo economizar para a compra da casa própria é um desafio que a maior parte das pessoas enfrentam, principalmente em momentos de recessão econômica. Porém, com um possível reaquecimento do setor, empresas imobiliárias como a MPD Engenharia, oferece formatos de vendas e facilidade no pagamento para auxiliar na aquisição de imóvel.

Para quem paga aluguel, a empresa desenvolveu uma nova forma de compra com parcelas fixas, sem juros e sem que o futuro proprietário precise fazer um alto investimento de imediato. Com o Invista Seu Aluguel, é possível pagar o aluguel por um período de até 30 meses, que geralmente é o mesmo prazo de contrato de locação e, após esse tempo, ter o valor pago revertido como entrada para compra do imóvel alugado. Esse formato traz mais facilidade e segurança ao futuro proprietário.

A incorporadora acompanha de perto o vencimento dos contratos de locação e oferece um plantão de dúvidas com assessores financeiros para auxiliar os futuros interessados em comprar um imóvel e para que os futuros compradores não percam essa oportunidade. O objetivo é dar apoio e orientar seus clientes, já que entende-se que o investimento financeiro é sempre um momento importante e requer cuidado nas decisões a serem tomadas.

Casados há pouco mais de um ano, Cristiano e Kathy encontraram nesse plano a chance de sair do aluguel e não precisar mudar. Essa campanha da MPD possibilitou a realização do sonho do casal, que já adquiriu sua unidade no Resort Bethaville, em Barueri. “Não só assinamos o Contrato de Aluguel como também o de Intenção de Compra. Nosso apartamento está em reforma e adoramos acompanhar cada etapa. Já até fizemos amizade com alguns vizinhos”, conta Cristiano.

O plano também é válido para imóveis comerciais, como fizeram o casal de cirurgiões-dentistas Bianca e Humberto, que escolherem o Office Bethaville para abrir seu consultório odontológico. “A ideia de financiamento, naquele momento, não agradava. Foi aí que a corretora sugeriu o Invista seu Aluguel. Gostamos da proposta, principalmente por não precisar desembolsar um valor alto de entrada. Uma boa oportunidade para um empreendedor que está abrindo seu escritório”, explica Bianca.

A Diretora de Incorporações da MPD, Débora Bertini, conta que o modelo idealizado pela companhia é uma oportunidade ímpar. “Essa forma de pagamento é uma chance ótima para muitas pessoas realizarem o sonho de ter seu imóvel próprio sem precisar fazer um alto investimento de imediato no momento de fechar negócio. Oferecer oportunidades e possibilidades para os clientes é algo que as empresas precisam disponibilizar. São formas de auxiliarmos no aquecimento do setor, por exemplo’’.

Esses planos são válidos para todos os empreendimentos prontos da construtora, seja ele residencial ou comercial.

Sobre a MPD

A MPD atua há 37 anos na construção de indústrias, hospitais, universidades, galpões de logísticas, shopping centers e na incorporação de apartamentos e escritórios de médio e alto padrão, prezando pela qualidade de acabamento, entrega 100% no prazo e pelo respeito aos seus clientes e colaboradores. Além disso, investe em desenvolvimento tecnológico e boas práticas construtivas, sem deixar de lado as responsabilidades social e ambiental. Para a MPD, seus colaboradores são seu principal pilar, sendo primordiais para que alcance seus objetivos de negócio. Pela constante valorização de sua equipe, a empresa já foi reconhecida duas vezes com o Prêmio Valor Carreira como uma das Melhores Empresas na Gestão de Pessoas, seis vezes como uma das Melhores Empresas para Você Trabalhar da revista Você S.A e está entre as 100 maiores construtoras do país pelo Ranking ITC.

Fonte: Exame

sábado, 2 de maio de 2015

Menos impostos em painéis solares vão baratear geração

Negócios
MINI E MICROGERAÇÃO
Menos impostos em painéis solares vão baratear geração


Custo pode ficar até 30% menor com a medida, segundo afirma o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga

  
Pioneiro na geração solar, o Ceará conta com 26 experiências do tipo
FOTO: AGÊNCIA REUTERS

Cerca de dez dias depois de o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) anunciar a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para painéis solares como pauta defendida pelo governo federal, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou novo Convênio (16/2015) que deve incidir na geração de eletricidade do mini e do microgerador. A medida, segundo Braga, deve baratear este tipo de geração em até 30%. A aprovação do texto permite, desde o dia 27 de abril, que os estados interessados em incentivar a energia solar poderão isentar o cidadão que optar por gerar a própria energia de pagar o ICMS.

No entanto, até a data de hoje, só aderiram ao convênio aprovado no Confaz os estados de São Paulo, Pernambuco e Goiás. Procurado pela reportagem para comentar o posicionamento do Ceará ante o aprovado pelo Conselho de Política Fazendária, secretário Mauro Filho (Fazenda) não foi encontrado.

População beneficiada

Ao todo, são quatro os estados que já optaram pela medida - os três citados e Minas Gerais, que realizou a desoneração de forma pioneira em agosto de 2012.

Os quatro estados somam 40% da população brasileira, que passa a ter a possibilidade de gerar sua própria energia de forma mais barata, sustentável e democrática. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a desoneração do ICMS em todos os estados faria com que o país tivesse 55% a mais de sistemas instalados em 2023 do que o que seria alcançado se o cenário permanecesse o mesmo.

Formas de desoneração

Conforme adiantou o ministro de Minas e Energia há cerca de uma semana, a desoneração dos painéis se dará de duas formas: de um lado, os estados deixarão de cobrar o ICMS; de outro, a União deixará de arrecadar as contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Segundo o ministro, à semelhança do que tem ocorrido com a fonte de geração eólica, "haverá, no país, o surgimento de uma indústria (de painéis solares) que gerará empregos e favorecerá a atividade econômica".

"Vamos criar energia (alternativa) à (fonte) hidrelétrica para termos segurança energética e (amenizarmos) os riscos hidrológicos atípicos que têm acontecido nos últimos anos e que devem (ocorrer)em 2016, caso não haja chuva abundante no período entre janeiro e março do ano que vem", acrescentou.

Para Braga, o desafio da pasta, agora, é fazer do sistema elétrico brasileiro um sistema "seguro, e mais barato".

Geração solar no Ceará

Estado que sediou a primeira experiência de geração solar no País - a usina de Tauá -, atualmente, o Ceará conta com 26 registros na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - entre residências e pequenas indústrias - autorizados a gerar a própria energia, através das chamadas unidades geradoras solar fotovoltaicas. A isenção do ICMS para eles fará com que a geração de créditos na concessionária de energia realmente aconteça, pois os megawatts lançados por eles no sistema podem gerar excedente na conta de luz.

A conexão de todos eles, no entanto, alimentou um novo mercado no Estado, o de empresas que fazem o estudo de viabilidade, instalam o equipamento (solar e eólico) e ainda acompanham a geração. Sem controle formal, estima-se que existam cerca de dez empresas deste tipo no Ceará.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Fortaleza ganhará três Centros de Iniciação Esportiva em 2014

Secel
Parque Dois Irmão, Pici e Bairro de Fátima vão receber novos espaços para a pratica de esportes olímpicos

A construção dos equipamentos totaliza R$ 9 milhões

A Prefeitura de Fortaleza dá um importante passo na preparação de uma nova geração olímpica. Por iniciativa da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Secel) junto ao Ministério do Esporte, Fortaleza será contemplada com três Centros de Iniciação ao Esporte (CIE). Parque Dois Irmãos (Regional VI), Pici (Regional III) e Bairro de Fátima (Regional IV) vão ganhar ginásio poliesportivo e outras estruturas que podem receber até 13 modalidades olímpicas, sete paraolímpicas e uma não-olímpica. A construção dos equipamentos totaliza R$ 9 milhões.

O anúncio dos investimentos foi feito na última terça-feira (10/12), no Ministério do Esporte ,em Brasília, durante a solenidade de anúncio dos municípios beneficiados. O secretário executivo da Secel, Carlos Campelo esteve presente e recebeu das mãos do ministro do Esporte Aldo Rebelo, do secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, e do presidente da Embratur, Flavio Dino, o certificado de contemplação.

De acordo com Carlos Campelo, o fortalecimento dos esportes olímpicos e paraolímpicos em Fortaleza é uma das metas da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. “Esperamos identificar talentos e formar atletas, tudo isso incentivando a prática do esporte em áreas mais carentes da capital cearense". 

Localizados em áreas de vulnerabilidade social, os centros serão construídos em parâmetros oficiais e deverão estimular a detecção de talentos e a formação de atletas nos municípios, além de poderem receber competições locais e regionais.

As instalações dos centros propiciarão a prática das seguintes modalidades olímpicas: Atletismo,Badminton, Basquetebol, Boxe, Esgrima, Ginástica Rítmica, Handebol, Judô, Levantamento de Peso, Lutas, Taekwondô, Tênis de Mesa e Voleibol. As modalidades paraolímpicas são: Esgrima em Cadeira de Rodas, Goalball, Halterofilismo, Judô, Tênis de Mesa e Voleibol Sentado. E uma não olímpica, o Futebol de Salão. 

O processo de seleção para as cidades interessadas foi aberto em 4 de fevereiro, e o prazo de cadastramento encerrou-se em abril. O Ministério do Esporte recebeu as propostas e selecionou as que se enquadravam nos critérios estabelecidos. Os municípios puderam escolher entre três modelos de CIE, conforme o tamanho do terreno disponível.

Em Fortaleza, no Bairro de Fátima, Av. Aguanambi, será construído o CIE Modelo I, um ginásio poliesportivo com arquibancada para 177 lugares, administração, sala de professores/técnicos, vestiários, chuveiros, enfermaria, copa, depósito, academia, sanitário público. Já no Parque Dois Irmãos, na Rua B, será implantado o Modelo II, um Ginásio Poliesportivo com arquibancada para 177 lugares, administração, sala de professores/técnicos, vestiários, chuveiros, enfermaria, copa, depósito, academia, sanitário público e quadra externa descoberta. O bairro Picí terá receberá o Modelo III na rua Francisco Rocha, um ginásio poliesportivo com arquibancada para 177 lugares, administração, sala de professores/técnicos, vestiários, chuveiros, enfermaria, copa, depósito, academia, sanitário público e estruturas de atletismo. Os projetos de arquitetura e engenharia dos CIEs serão fornecidos pelo Ministério do Esporte. 

Além de Fortaleza, outras 12 cidades cearenses foram beneficiadas: Aquiraz, Canindé, Caucaia, Crateús, Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Quixadá, Quixeramobim e Sobral.

Saiba mais

O Ministério do Esporte desenvolveu a concepção do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) no âmbito da  segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O Projeto é considerado um legado de infraestrutura esportiva dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro em 2016. O objetivo dos Centros de Iniciação ao Esporte é ampliar a oferta de infraestrutura de equipamento público esportivo qualificado, incentivando a iniciação esportiva em territórios de alta vulnerabilidade social das grandes cidades brasileiras. O projeto integra, num só espaço físico, atividades e a prática de esportes voltados ao esporte de alto rendimento, estimulando a formação de atletas entre crianças e adolescentes.

Fonte: Prefeitura de Fortaleza

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Estado ganhará 43 parques aquícolas em cinco cidades

INCENTIVO À PESCA

Itapipoca, Trairi, São Gonçalo, Icapuí e a Amontada foram os municípios selecionados pelo governo federal

Fortaleza. A aquicultura do Estado do Ceará está prestes de passar por uma verdadeira transformação. A ideia é aproveitar o potencial marítimo do litoral cearense para esse tipo de produção. O governo federal pretende implantar 43 parques aquícolas já a partir deste ano em 45 mil hectares já mapeados. Quem está em Fortaleza, para trazer a novidade, é a própria secretária nacional de Planejamento e Ordenamento, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Maria Fernanda Nince.


O Ceará já é destaque na produção do pescado em água doce FOTO: HONÓRIO BARBOSA

Segundo ela, serão beneficiados cinco municípios cearenses: Itapipoca, São Gonçalo do Amarante, Icapuí, Amontada e Trairi. "Serão 43 parques não muito grandes, mas que ocuparão juntos a soma de 35 mil hectares para cultivo de peixe e 10 mil hectares para algas", especifica, ressaltando que esses 45 mil hectares representam mais da metade do total (81 mil hectares) trabalhado no Brasil, atualmente.

Também hoje a secretária se encontrará com especialistas da ´Fundación Chile´ para a possível formalização de parcerias em Pesquisa e Desenvolvimento e prestação de serviços, entre os dois países, na área.

Condições naturais

Ela reforça que o Estado do Ceará tem um potencial enorme para a implantação dos parques aquícolas. A produção estimada pelo MPA é de 12 toneladas/ hectare em um ciclo com durabilidade de um ano.

A secretária diz que existe uma experiência bem sucedida em Santa Catarina de parque aquícola marítimo no País. Além disso, outras unidades da Federação receberão investimentos do governo federal. São eles Paraná, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará e Sergipe. Mas o Ceará, conforme Maria Fernanda, é o que apresentará maior número de parques.

"Um conjunto de fatores ambientais e de envolvimento de entidades no Estado justifica esse investimento aqui. A qualidade das espécies existentes, temperatura ideal, e a parceira com órgãos locais, entre eles, o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC)", explica a representante do MPA.

A secretária acrescenta que a economia local desses municípios deverá receber um forte impulso. "O potencial para o cultivo é bem grande. A gente pretende gerar emprego para um público-alvo diretamente relacionado de 40 mil pessoas no projeto", ressalta a secretária. O Ceará já é reconhecido pela sua produção aquícola e m água doce, sobretudo, no Açude Castanhão, o maior do Estado, com produção de tilápia, que tem projeção de produção de 32 mil toneladas de pescado por ano, gerando, de forma imediata, 800 empregos.

Ela revela que a alga a ser cultivada chama-se Glacilária, indicada para alimentação e indústria química, mais precisamente utilizada no setor de cosméticos. Dentre as espécies de peixes, os previstos são beijupirá e cioba. "Mas o estudos do Labomar devem apontar uma quantidade maior de espécies a serem trabalhadas dentro dos parques no litoral cearense", antecipa a secretária nacional do MPA.

De acordo com a secretária, os recursos serão oriundos do orçamento do Ministério. "Os custos serão por etapas. As fases iniciais sempre começam com estudo ambiental, que nos dá a garantia de que a área será boa para produção, com garantia sustentável", conta.

Maria Fernanda salienta que cada etapa gira em torno de R$ 1 milhão, e que o principal custo é de sinalização náutica da área delimitada. "Os estudos já foram realizados junto ao Labomar. O próximo passo será o aval da Capitania dos Portos. Esse passo é importante para que tenhamos a primeira conversa do licenciamento ambiental com a Semace. Os locais já foram identificados pelo levantamento do Labomar, mas podem ser necessários ajustes", diz Fernanda, mostrando-se confiante em relação ao andamento da burocracia.

Ela estima que, ainda neste ano, seja possível a inauguração do primeiro parque aquícola marinho no Ceará. "Nossa interlocução com prefeituras, governo estadual e demais entidades envolvidas está sendo muito boa. Esse processo até a licitação deve correr com celeridade. E nos próximos três meses podemos estar publicando algum tipo de seleção pública para que possam aderir ao programa", resume a secretária.

Segundo ela, a prioridade da iniciativa é beneficiar os pequenos produtores. "Nosso objetivo inicial é atender à demanda reprimida do pequeno pescador e empreendedores individuais. O foco são os empreendimentos sociais, mas vai existir uma reserva para empreendimentos comerciais. O custo nesse caso será do próprio investidor", explica.

Por municípios

Ela também detalha a parte do investimento dedicada a cada um dos cinco municípios cearenses envolvidos na iniciativa. Icapuí terá a maior área de cobertura (16 mil ha), distribuídos em oito parques marinhos sendo 4,7 mil hectares destinados exclusivamente para as algas, o maior espaço dentre todas as demais cidades litorâneas.

O município de São Gonçalo do Amarante terá sete parques com 1,8 mil ha. Itapipoca, por sua vez, terá a maior quantidade de parques aquícolas do Ceará (dez, no total), em uma área de 6,4 mil ha. Amontada e Trairi terão, respectivamente, 11,2 mil ha e 12,5 mil ha, com nove parques cada um.

Mais informações

Ministério da Pesca e Aquicultura
http://www.mpa.gov.br/
Telefone: (61) 2023-3000
Fax: (61) 3218-3732

Fonte: Diário do Nordeste - Regional

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Empresários colhem ‘frutos’ no sertão do CE

ITATIRA

O sucesso na iniciativa privada influencia a geração de emprego e o fortalecimento da economia local

Itatira. Cada vez mais empresários investem em municípios pequenos do interior do Estado apostando na baixa concorrência e em serviços e produtos inovadores nas localidades. Antonio Venâncio Flor, 46, mudou-se para este município em 1994. Naquela época, aos 27 anos, percebeu que os itatirenses enfrentavam dificuldades para comprar uma casa, uma moto, um carro, um pneu e até mesmo combustível. O investidor compreendeu que o mercado imobiliário poderia dar lucratividade na região e foi o primeiro a construir uma casa com laje no distrito de Lagoa do Mato. 

Desde quando mudou-se para Itatira, em 1994, Antônio Batista vem investindo e tendo retorno de seus negócios dentro da própria cidade. Segundo ele, já foram aplicados cerca de R$ 8 milhões em diversas atividades privadas que geram emprego

Antonio Batista, como é conhecido, tornou-se pioneiro nesta comunidade ao utilizar os recursos dos imóveis na compra de carros para transportar moradores para municípios vizinhos. Com o faturamento, construiu uma loja de móveis e eletrodomésticos, concessionárias e três postos de gasolina. Hoje, Batista já investiu mais de 8 milhões de reais neste pequeno município do Sertão Central cearense que possui apenas 20 mil habitantes. 

Representatividade

O valor representa uma porcentagem considerável do Produto Interno Bruto (PIB) do município e de toda a receita pública arrecadada no ano passado.

Batista é atualmente um exemplo de como empresários de diferentes setores da economia podem lucrar aplicando capital em municípios pequenos. “Como fui o pioneiro em Itatira eu tive sucesso em meus investimentos”, diz Batista, que já ergueu mais de 200 casas no município, tem dezenas de terrenos, uma firma de construção civil, além de 35 imóveis, entre casas e apartamentos, em construção. “Temos que enxergar quais as necessidades da população local e montar um negócio com qualidade”, diz o empresário que emprega 28 funcionários.

Arrojo

Para investir em municípios pequenos, diante da baixa infraestrutura, é preciso ser ousado e ter força de vontade. Em 2003, na construção de um posto de gasolina, Batista colocou o projeto em prática numa região isolada na periferia de Lagoa do Mato. Com capital próprio fez o sistema de energia, calçamento e encanamento para água. Depois fez outro posto de gasolina, ao lado do cemitério da cidade, com objetivo de impulsionar o crescimento imobiliário em um bairro antes desvalorizado. O local atualmente deu lugar a um condomínio com 18 casas que ele constrói. 

Oportunidade

O empresário Francisco José Rodrigues Vieira, já investiu R$ 1,2 milhão em Itatira no ramo de lojas de eletrodomésticos. “Com 27 anos eu montei uma loja em Canindé, mas tivemos que fechar a empresa devido à concorrência. Foi ai que decidi investir em Itatira”, diz. Em 1998, abriu um ponto pequeno no distrito de Lagoa do Mato. 

Na época dividia os trabalhos com mais quatro funcionários. Com o sucesso do empreendimento, em 2005, abriu outra loja na sede do município. Em 2008, fechou o ponto antigo em Lagoa do Mato e com ajuda de um financiamento da Caixa, construiu uma loja com 900 metros quadrados onde trabalham atualmente 19 funcionários no Centro da cidade. 

O rendimento fez ele abrir recentemente uma empresa de distribuição de gás de cozinha, também algo novo no município. “Em setembro iremos inaugurar um prédio mais amplo na sede municipal e já comprei terreno para construir um hotel com 30 apartamentos no município”, conta Vieira.

Trabalho

O empreendedor Antonio Batista emprega até 40 funcionários durante um projeto de construção civil. Um dos trabalhadores é Daniel Feitosa de Mesquita, 30, que já procurou emprego em Fortaleza e foi para São Paulo. “Fui duas vezes para o corte de cana no Sudeste onde trabalhava das 4h da madrugada as seis da tarde. 
Quando voltei consegui um emprego com o Batista. Hoje, meu salário ajuda a manter minha casa e dar uma condição de vida mais digna a minha esposa e meus dois filhos”, diz Daniel Feitosa.

Para o empresário Francisco José Rodrigues Vieira a principal dificuldade para abrir um empreendimento em um município pequeno é a carência de profissionais qualificados. “O dinheiro você consegue por meio de empréstimos com bancos e parceiros, mas a mão-de-obra especializada é difícil”, conta Vieira que disponibiliza cursos aos empregados. “Todos nossos funcionários trabalham com carteira assinada e ganham acima de um salário”, diz o empresário.


Ibama multa Energia Pecém em R$ 15,5 mi

POLUIÇÃO SONORA

Em nota, a empresa afirma que já apresentou defesa ao Ibama questionando a legalidade da autuação

A Energia Pecém, termelétrica instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), foi multada, recentemente, em R$ 15,5 milhões pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) devido à poluição sonora causada pela correia transportadora de carvão mineral utilizada pelo empreendimento. Até o fechamento desta edição, o Ibama não forneceu mais informações sobre a multa nem sobre os prazos dados para que a empresa se manifeste sobre o assunto.

De acordo com o Ministério Público Federal no Ceará, além da poluição sonora, outros laudos indicam poluição atmosférica causada pela correia FOTO: ALEX COSTA

Atmosférica também

No entanto, outras multas podem ser aplicadas à Energia Pecém, empresa controlada pela EDP e pela MPX Energia, pertencente ao Grupo EBX, do empresário Eike Batista. De acordo com o procurador do Ministério Público Federal no Ceará, Alessander Sales, o procedimento recente do Ibama diz respeito à poluição sonora, mas também existem indícios de poluição atmosférica, a partir da fuga de partículas do carvão mineral da correia.

"Estamos analisando o que vamos fazer com relação a este assunto. O laudo mais recente atesta a poluição sonora, mas também temos alguns laudos que atestam a dispersão de materiais, a poluição atmosférica. Assim, nós temos que tomar providências para impedir que estes danos detectados continuem", afirma Alessander Sales.

A análise e constatação de poluição sonora causada pela correia transportadora de carvão utilizada pela termelétrica Energia Pecém ocorreu após denúncias realizadas por moradores que vivem no entorno do empreendimento ao Ibama, à Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) e ao Ministério Público Federal. Os moradores da região também denunciam a emissão de fuligem pelo equipamento. Situação semelhante ocorreu em 2011, quando um vazamento na correia deixou diversas casas cobertas de fuligem. À época, o governo do Estado vedou a correia para solucionar o problema.

Posicionamento

Em relação à multa aplicada pelo Ibama, a Energia Pecém diz, em nota enviada por sua assessoria de imprensa, que já "apresentou defesa questionando a legalidade da referida autuação. A empresa informa ainda que comprometeu-se perante a Semace a comunicar previamente ao órgão sobre as atividades de descarregamento e transporte de carvão mineral, bem como a apresentar análises adicionais referentes ao desempenho ambiental do equipamento. Reitera que possui como premissa atuar com transparência perante a sociedade, em diálogo com os órgãos de fiscalização e as comunidades no entorno do seu empreendimento".

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cidade do Atacado terá dois novos blocos

Expansão

A ampliação, que contará também com um outlet, deve-se à demanda do setor de logística do Estado

Perto de completar dez meses de inaugurada oficialmente, a Cidade do Atacado, em Caucaia, começa a executar a segunda fase de construção, onde mais dois blocos serão feitos e também planeja um outlet - prédio cujo perfil deverá ser diferente dos demais. O empreendimento também possui um pedido de financiamento no valor de R$ 80 milhões em análise no Banco do Nordeste do Brasil (BNB).


Localizada na confluência da BR-222 com a BR-020, a Cidade do Atacado deve gerar uma arrecadação anual de R$ 1 bilhão ao município de Caucaia, conforme previsão anunciada Foto: Alex Costa

O início da ampliação, segundo revelou a Colliers - empresa que administra a Cidade do Atacado -, deve-se à demanda pelo setor de logística do Estado por novas áreas de uso. Hoje, do total de 28 galpões do bloco A, apenas três estão vagos.

Apesar dos espaços ociosos, o gerente regional da Colliers, Antônio Americano, afirmou que já possuem galpões do novo bloco reservados por inquilinos do bloco A. "Eles foram pegando mais clientes, daí precisam de mais espaços e resolveram contratar mais blocos", diz.

Ampliação

Com previsão de aplicação de R$ 300 milhões para todo o projeto da Cidade do Atacado, os dois novos blocos não tiveram os valores revelados, mas devem iniciar as obras no segundo semestre de 2013. Os dois terão, respectivamente, 25 mil metros quadrados e 40 mil metros quadrados. Por sua vez, o outlet deverá ter 28 mil metros quadrados de área bruta locável e 90 lojas para aluguel. A previsão de início das obras anunciada também é para julho próximo e "o estágio atual do empreendimento é o de aprovações e comercializações das lojas".

Para completar o mix oferecido pela Cidade do Atacado, Americano contou da construção - ainda em fase inicial - de uma área para pátio de 10 mil metros quadrados. Esta deve servir, segundo ele, para cargas de grande porte e que não necessitam de cobertura.

Prospecção

A meta atual, de acordo com Americano, é ocupar 100% do bloco A ainda no primeiro semestre deste ano, a partir de quando devem começar as obras do outlet e do bloco B, o qual segue o mesmo perfil do primeiro bloco. "Qualquer empresa, salvo raras exceções, se encaixa nos blocos. Mas nós trabalhamos também com o chamado galpão especulativo, que se enquadra nas exigências de cada cliente", ressalta.

Por essa mobilidade, o gerente regional da Colliers garante que o empreendimento localizado em Caucaia é um dos mais competitivos do Nordeste e pontua apenas quanto a negociação, "as quais sempre demoram mais, cerca de um ou dois anos".

Americano ainda disse estar sendo "muito procurado" por empresas que trabalham com o setor fruticultor e também ainda continua negociando com os transportadores de pás eólicas. O último tipo de negócio deve necessitar de um pátio a ser construído em parte dos 284 hectares da Cidade do Atacado.

Ocupação e clientes
Primeiro equipamento do tipo a chegar no Estado, a Cidade do Atacado, atualmente, conta com inquilinos cujas empresas são sediadas dentro e fora do Ceará. "Mas todos eles já atuavam no mercado local, só optaram pela nossa estrutura depois que chegamos", destaca.

Hoje, o único bloco construído conta com distribuidoras que prestam serviços a uma cadeia nacional de supermercados, uma rede varejista de lojas de departamentos, uma fabricante de colchões, além de outras empresas de logísticas internacionais que atuam com empresários locais.

"Inclusive, fechamos semana passada um novo contrato e estamos preparando um novo galpão para um pessoal que trabalha com ferragens", disse o corretor da Cidade do Atacado, Ednilson Saraiva.

Impactos

Localizada na confluência da BR 222 com a BR 020, a Cidade do Atacado deve gerar uma arrecadação anual de R$ 1 bilhão à cidade de Caucaia, conforme previsão anunciada pelo próprio município. Para o período pós-construção, a estimativa é de 320 mil novos postos de empregos gerados no local.

Fonte: Diário de Nordeste - Negócios

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Centro De Formação Olímpica Será Referência Esportiva No Brasil



Já está marcada para o dia 26 de junho, às 9 horas, na Central de Licitações, o início do processo para construção do Centro de Formação Olímpica (CFO).  O objetivo do CFO  é  formar atletas de alto nível e será um dos mais completos do Brasil. O complexo, com área total de 85 mil metros quadrados, será implantado em frente ao Estádio Plácido Castelo, o Castelão.  A data da licitação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), da última quinta-feira (09).

O Centro permitirá a prática de 27 modalidades esportivas existentes, atualmente, nas Olimpíadas. Além do ginásio poliesportivo coberto, de padrão internacional, para receber 17 mil espectadores, o CFO contará com um hotel para atender até 262 pessoas, praça de alimentação, alojamento para até 150 atletas, pista de atletismo, campo de futebol, piscinas olímpicas, entre outras. O empreendimento contará ainda com passarela para pedestre que o ligará diretamente a Arena Castelão.

Para o Superintendente do Departamento de Arquitetura e Engenharia (DAE), Quintino Vieira, o objetivo do CFO é transformar o Estado em um celeiro de atletas de alto rendimento, visando principalmente os Jogos Olímpicos em 2016. A obra será supervisionada pelo DAE, órgão vinculado a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Por ser um Regime Diferenciado de Contratações – RDC, as construtoras interessadas devem comparecer na Central de Licitações do Estado, no Centro Administrativo Bárbara de Alencar. O edital está disponível  na Central de Licitações, munido de um CD virgem ou pela Internet no site www.seplag.ce.gov.br.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Jipe da TAC Motors feito em Sobral em detalhes

STARK

Veículo de Santa Catarina tem linha de montagem no norte do Ceará e já acelera para terceiro lote

O Stark 4x4 Diesel fabricado em Sobral já teve seu segundo lote, com 21 unidades, distribuído e deverá abastecer os mercados de Fortaleza, Natal, João Pessoa e Salvador.

O off-road 100% brasileiro Stark tem como principais características a tração e a suspensão independente nas quatro rodas. É o único com oito amortecedores (dois em cada roda), os freios a disco ventilados nas quatro rodas, o moderno chassi tubular feito em aço carbono de alta resistência e a direção hidráulica, entre outros itens de série. O modelo é vendido por R$ 98.780,00.

Seu motor F1A 2.3 L, 16 V, Turbo Diesel Intercooler, é fabricado pela Fiat Powertrain Technologies, maior fabricante de sistemas de propulsão da América Latina, também conhecido como Motor Multijet Economy. Arrojado, versátil e, segundo a TAC Motors, muito econômico, possui um desempenho surpreendente tanto nos terrenos difíceis quanto no asfalto. Seu projeto foi pensado em todos os detalhes: segurança, dirigibilidade, conforto, força, design. O veículo foi levado ao extremo em todos os sentidos, em testes que abrangeram diversos tipos de terrenos.

O propulsor possui 4 cilindros, common-rail e injeção direta. Potência de 127 cv a 3.600 rpm, torque de 320 Nm a 1.800 rpm. Outro destaque é a relação torque x peso do Stark, superior a maior parte dos motores 3.0 L disponíveis no mercado.

Suas suspensões dianteira e traseira são independentes, permitindo que as rodas permaneçam em contato direto com o solo mesmo em terrenos com severas irregularidades. O curso na suspensão dianteira é de 160mm, já na traseira é 180mm.

O Stark possui também altura livre do solo de 260 mm. Já os freios são hidráulicos nas quatro rodas, servoacionados e dois circuitos em diagonal. A direção é hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira. O tanque chega até a 70 litros. Seu comprimento é de 4.038 mm, largura 1.884 mm e sua altura total: 1.865 mm.

Com espaço para quatro lugares, sua carroceria é formada por painéis de material composto e plástico de engenharia. Por utilizar o processo Resin Transfer Molding (RTM) em material composto com resina reforçada com fibra de vidro, proporciona bom acabamento, repetibilidade de processos, leveza e resistência total à corrosão.

Utiliza ainda painéis de carroceria (capô, para-choques e para-lamas) em termoplástico ABS de alto impacto garantindo durabilidade e flexibilidade ao veículo.

Nesse ano, o Stark foi o veículo oficial dos profissionais da imprensa que cobriram o Piocerá desde o dia 22 de janeiro. Foram 1.000 quilômetros de percurso e o lançamento do carro no Rally.

A TAC Motors tem uma rede de 30 revendedores, presentes no País. Com a instalação do parque fabril na cidade, um dos interesses por parte da administração é atrair para o município os seus fornecedores em Santa Catarina, principalmente os da área de produção de plásticos e resinas.


Produção

Cenas do nascimento de um veículo

Indústria e linha de montagem na cidade de Sobral conta com 130 funcionários, com previsão inicial de montagem de 10 a 11 carros por semana; com o crescimento está previsto o aumento de 20 a 30 por semana, para concessionárias no Brasil e também exportação

Ficha Técnica

Motor: 2.3 L, 16 V, Turbo Diesel, 4 cilindros
Potência: 127 cv a 3.600 rpm
Torque: 320 Nm a 1.800 rpm
Transmissão: Manual, cinco velocidades
Direção: hidráulica
Preço: R$ 98.780,00
Capacidade: 4 lugares
Fabricação: Sobral (CE)
Origem da marca tac motors: Santa Catarina
Número de concessionárias no Brasil: 30

domingo, 12 de maio de 2013

Terraplanagem da CSP está no fim

CONCLUSÃO DIA 20

Atuam hoje no canteiro de obras cerca de 1.430 funcionários. O número deverá saltar para 7 mil até o fim do ano

A etapa de terraplanagem da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) deverá acabar no próximo dia 20, segundo informações da Posco Engenharia e Construções do Brasil, responsável pela execução da construção da usina. Mesmo antes do fim da terraplanagem, já estão sendo feitos, no terreno onde o empreendimento será construído, serviços de escavação e a concretagem das fundações.


Principais serviços a serem realizados neste ano estão ligados à construção civil das mais importantes instalações da siderúrgica Foto: Divulgação


Atuam hoje no canteiro de obras cerca de 1.430 funcionários, segundo a Posco. Até o final deste ano, informa a empresa, espera-se que esse número aumente para aproximadamente sete mil trabalhadores. Já para o pico da obra, previsto para junho do próximo ano, é esperada a mobilização de mais de 15 mil funcionários.

Ainda conforme a Posco, os principais serviços realizados em 2013 estarão ligados à construção civil das principais instalações da siderúrgica, sendo as principais oportunidades de trabalho, neste ano são, voltadas para profissionais da área, entre os quais estão serventes, contínuos, auxiliares, pedreiros, armadores, carpinteiros e pintores, além de técnicos nas áreas de edificação, ambiental, segurança do trabalho, engenheiros e cargos administrativos.

Equipamentos

A empresa também informou que parte dos equipamentos necessários à construção da CSP desembarcados no Estado, já está no canteiro de obras, enquanto outro conjunto de equipamentos se encontra, em processo de Alfandegamento na Zona de Processamento do Pecém (ZPE) e uma última parte está no terminal de cargas do Porto do Pecém.

ZPE

Tendo concluído seu processo de alfandegamento em março último a ZPE Ceará - empresa que administra a zona de processamento de exportação do Estado - pretende realizar, neste semestre, um trabalho mais intenso de divulgação e apresentação para possíveis interessados em se instalar naquela área.

De acordo com o presidente da ZPE Ceará, Eduardo Macêdo, ainda existem "muitas dúvidas" quanto ao modelo da ZPE por parte de possíveis investidores. Ele destaca, entretanto, que o fim do alfandegamento já tem tornado mais consistente o trabalho de captação de investimentos feitos pela empresa, que hoje dialoga com empreendimentos de países como Portugal, Espanha e Coreia.

Segundo Macêdo, a ZPE Ceará se encontra em uma etapa de testes, durante a qual estão sendo avaliados equipamentos e sistemas ligados ao seu funcionamento. Ainda neste semestre, informa, a empresa deverá passar à etapa de "operação plena".


Obras de montagem da CSP custarão cerca de R$ 100 mi

SEIS MESES DE NEGOCIAÇÃO

Makro Engenharia vence disputa entre dez empresas e é escolhida para movimentar peças com mais de 100 t

Após uma negociação que durou cerca de seis meses e envolveu dez grandes empresas nacionais e estrangeiras, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) ganhou, enfim, um responsável por suas obras de montagem. Trata-se da Makro Engenharia, companhia do ramo de movimentação de cargas que firmou na última terça-feira (30) o contrato de operação com a sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil, uma das sócias do equipamento. O serviço custará cerca de R$ 100 milhões.

Todos os equipamentos para montagem da planta industrial serão fornecidos exclusivamente pela Makro Engenharia, o que inclui guindastes telescópicos sobre pneus e treliçados sobre esteiras Foto: Divulgação

Conforme o diretor técnico e comercial da Makro, David Rodrigues, um dos fatores decisivos para a escolha da empresa foi a experiência da mesma junto a Vale, uma das investidoras do projeto. Segundo ele, "a concorrência teve início no fim do ano passado e foi muito acirrada, já que houve diversos processos de qualificação. Na decisão final, acredito que nossa experiência no ramo de mineração e indústria, assim como a nossa alta performance em segurança acabaram pesando positivamente, já que a CSP não deixa de ser um obra de risco".

Durante o processo de seleção para as obras de montagem da CSP, a maioria das empresas que concorriam eram estrangeiras, de países como Coreia e Holanda, sendo apenas três nacionais. Após alguns processos de qualificação técnica, a Posco negociou aspectos comerciais.

A operação

Basicamente, a Makro ficará responsável pela movimentação de cargas acima de 100 toneladas (t) no processo de construção da CSP. Todos os equipamentos para montagem da planta industrial serão fornecidos exclusivamente pela empresa, o que inclui guindastes telescópicos sobre pneus e treliçados sobre esteiras, assim como o fornecimento de gruas torres. A operação está prevista para durar 22 meses.


Em março deste ano, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco, encontravam-se voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo Foto: Alex Costa

"Em suma, todos os componentes pesados serão erguidos e montados pela Makro. Para se ter uma ideia, içaremos uma peça que pesa 600 toneladas, um valor nunca antes levantado no Ceará. Obviamente que ainda estamos na fase de projeto e esse peso pode ficar ainda maior", comenta David Rodrigues.

Andamento das obras

Em março deste ano, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco, encontravam-se voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas, respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária de 3.360 m³ e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Em sua primeira fase de operação, a CSP deve produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano, contribuindo para a geração de emprego, assim como o desenvolvimento econômico do Estado do Ceará.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Até 2014, CSP recebe 350 mil ton de maquinário

EM ABRIL HOUVE NOVA REMESSA 

Três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém no próximo mês


Área terraplanada da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período de construção da usina FOTO: DIVULGAÇÃO

Estão em andamento as primeiras fundações da siderúrgica e a construção do poço de vazamento do lingotamento contínuo fotos: divulgação

Às voltas com as obras do prédio sede da Zona de Processamento das Exportações (ZPE do Ceará), correndo contra o relógio para deixar tudo pronto e assegurar o alfandegamento da área pela Receita Federal, - em tempo hábil para receber a visita da presidente Dilma Rousseff, no dia 21 próximo, - a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), aperta o ritmo das obras do empreendimento, enquanto aguarda a chegada de novos carregamentos de materiais e equipamentos para dar forma à siderúrgica.

Para abril próximo, três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém, de um total de 158 desembarques, já programados pela CSP até 2014. A projeção é que 350 mil toneladas de equipamentos e máquinas cheguem até o próximo ano, ao Ceará.

Neste primeiro momento, confirma a Assessoria de Imprensa da Companhia, os navios trarão partes e peças de máquinas para regeneração de calor, para produção de ar quente a ser insuflado no alto forno, equipado com blower/ventiladores com alta capacidade de fluxo de ar, sopradores, válvulas, mangueiras, juntas de expansão, estruturas metálicas, revestimentos refratários, tubulações e dutos.

Na lista de equipamentos constam ainda peças de alta complexidade, que envolve tecnologia de ponta, para o pátio de matérias primas, coqueria, sintetização, alto-forno, lingotamento contínuo e aciaria. "Estas instalações são consideradas o coração de uma siderúrgica", destaca a direção da CSP.

Esse material se juntará às outras 110 mil toneladas de materiais às obras da siderúrgica, a exemplo de chapas e escoras de aço que já chegaram no ano passado, por meio de 35 embarques marítimos. No momento, 36 volume com peças e partes específicas da coqueteria, num total de 1.953 metros cúbicos se encontram estocados no Porto do Pecém, aguardando o alfandegamento da ZPE do Ceará, para serem internalizá-los ao ativo da empresa e gozarem dos benefícios fiscais e tributários peculiares a uma zona de processamento de exportações.

Balanço de obras

Ainda de acordo com a direção da Companhia, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco Engenharia e Construção do Brasil (PEC), encontram-se, atualmente, voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária é de 3.360m3 e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Andamento

No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período da construção da usina e de conclusão da rede de água da sede da ZPE do Ceará. A CSP anuncia ainda, aportes de capital de US$600 milhões no ano passado além de outros R$ 5 milhões em ações para sustentabilidade ambiental.

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

Só a CSP justifica criação da Zona especial no CE

INDÚSTRIA ÂNCORA

A siderúrgica, orçada em US$ 8 bilhões, deve contribuir também para que nasça no Estado um polo metalmecânico

Brasília. O governo autorizou o funcionamento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Pecém, no Ceará, onde será instalada a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), um empreendimento com investimentos estimados em US$ 8 bilhões, desenvolvido em parceria entre a Vale e as coreanas Dongkuk e Posco. Será a
primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste.

Conforme o secretário executivo do CZPE, Gustavo Saboia, na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões FOTO: DIVULGAÇÃO

Segundo o secretário executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), Gustavo Saboia Fontenele e Silva, o projeto da CSP é "tão grande", que somente ele justifica a criação da ZPE. Segundo os dados recebidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a previsão é que a primeira fase da siderúrgica entre em operação em 2015, produzindo 3 milhões de toneladas de placas de aço e gerando 4 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A segunda etapa entra em funcionamento em 2017, com a produção de chapas finas de aço.

"Isso vai permitir que nasça no Estado uma indústria metal mecânica", afirmou. Na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões para beneficiar o minério de ferro a ser utilizado pela CSP. O projeto processará 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para a siderúrgica. A ZPE nasce em uma área ao lado de onde deve ser instalada uma refinaria da Petrobras.

ZPE do Acre

A outra ZPE autorizada a funcionar no País foi a do Acre, que recebeu o aval do governo no ano passado. No entanto, a de Pecém, destaca o Mdic, será um empreendimento muito maior.

O foco principal é a agregação de valor às exportações brasileiras. Fontenele e Silva explicou que um levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que o preço médio de produtos semimanufaturados de ferro ou aço é 510% maior do que o preço exportado do produto primário.

Se a venda for de laminados planos de ferro ou aço, a diferença no valor sobe para 790% em relação ao produto básico.

Além disso, o secretário ressalta que a aprovação da ZPE considera o potencial de desenvolvimento regional. Ele afirma, no entanto, que há um controle rigoroso do governo para evitar que os produtos das ZPEs cheguem ao mercado nacional, além do porcentual permitido, para não afetar a competitividade das empresas fora dessa zona.

As companhias que se instalam em ZPEs têm tratamento tributário especial, mas precisam obter com exportações, no mínimo, 80% de sua receita bruta total. Os demais 20% da produção podem ser destinados ao mercado nacional, mas não estão isentos de tributos.

O secretário relata que a brecha foi uma segurança para as empresas em caso de retração no mercado internacional.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Kodak vende duas empresas por US$ 650 milhões

O acordo garante a continuidade das operações da Kodak fora dos Estados Unidos, afirmou o presidente-executivo, Antonio Perez
O acordo garante a continuidade das operações da Kodak fora dos Estados Unidos, afirmou o presidente-executivo, Antonio Perez

O acordo, sujeito à aprovação pelo Tribunal de Falências dos EUA, em Manhattan, também quita as reivindicações do fundo de cerca de US$ 2,8 bilhões contra Kodak.

A empresa pioneira de fotografia Eastman Kodak, que está em concordata, informou que vai vender dois de seus negócios de imagem remanescentes para o seu fundo de pensão do Reino Unido por US$ 650 milhões.

O acordo, sujeito à aprovação pelo Tribunal de Falências dos EUA, em Manhattan, também quita as reivindicações do fundo de cerca de US$ 2,8 bilhões contra Kodak.

O acordo garante a continuidade das operações da Kodak fora dos Estados Unidos, afirmou o presidente-executivo, Antonio Perez, em um comunicado.

A Kodak está tentando vender a maior parte de seus negócios voltados para consumidores e de documentação de imagens, e mudar seu foco para imagens comerciais.

As duas empresas que estão sendo vendidas são de imagens personalizadas, que incluem a maioria dos produtos de consumo e quiosques de impressão no varejo, e sua unidade de imagem de documentos, que faz scanners para clientes corporativos.

O negócio de imagens comerciais da Kodak inclui a sua comunicação gráfica, filmes e produtos químicos de especialidade.

No mês passado, a Kodak alterou o seu contrato de financiamento que obrigava a levantar pelo menos US$ 600 milhões com a venda de ativos de imagem não-comerciais.

A empresa, que lançou sua primeira câmera em 1888, não conseguiu mudar com sucesso para a imagem digital e entrou com pedido de recuperação judicial no ano passado.

Chelsea Patriquin: ‘Tudo indica que a Questex está no Brasil para ficar’

IN - invest NE
Quarta, 01 de Maio de 2013 14:00

Gerente de conferências fala do Brasil Hospitality Investment Conference, evento que vai reunir investidores nacionais e internacionais e os segmentos hoteleiro, imobiliário, turístico, construtoras e companhias financeiras

Para marcar o início das atividades na América Latina, a Questex Hospitality + Travel promove o Brasil Hospitality Investment Conference. O evento, que faz parte da série IHIF Summit, será realizado em parceria com BSH International, nos dias 13 e 14 de junho, no hotel Tivoli São Paulo Mofarrej, na região central da capital paulista. Em entrevista ao portal InvestNordeste, a gerente de conferências da Questex, Chelsea Patriquin, diz que o Brasil foi escolhido para ser o portal de entrada na América Latina por estar vivendo crescimento econômico bom, principalmente, nas áreas de turismo e hotelaria. E o Nordeste acompanha este crescimento. “Em termos de investimento, o Nordeste sempre é um destino promissor ao investidor hoteleiro. Estudamos as taxas de crescimento e investimento adquirido por estado. Não houve surpresa quando descobrimos que os estados que receberam mais investimentos turísticos são justamente os do Nordeste”, afirma a gerente.

Confira a entrevista:

INVESTNORDESTE - O que impulsionou a Questex a realizar no Brasil o Hospitality Investment Conference?

Chelsea Patriquin - Há muito tempo a Questex analisava realizar um evento hoteleiro na América Latina. Diante das opções, o Brasil foi escolhido para ser o portal de entrada da Questex, por estar vivendo um crescimento econômico, e na área turística e hoteleira.


IN - Quais as portas que podem se abrir, em relação a novos investimentos no país, após a realização do evento? Quais as expectativas destes investimentos para o Nordeste?

CP - Acreditamos que devido o status global da Questex, podemos oferecer o evento como entrada para as bandeiras e grupos hoteleiros que ainda não se aventuraram no Brasil, mas que estão interessados em vir. Em termos de investimento, o Nordeste sempre é um destino promissor ao investidor hoteleiro. Estudamos as taxas de crescimento e investimento adquirido por estado. Não houve surpresa quando descobrimos que os estados que receberam mais investimentos turísticos são justamente os do Nordeste.


IN - Quem são os mais interessados em participar do BHIC?

CP - Participantes incluem a alta direção de grupos hoteleiros internacionais e nacionais, incorporadoras, construtoras, fundos de investimento e proprietários independentes de hotéis ou resorts.


IN - Estes participantes vêm de onde? O que eles querem?

CP - Nosso alvo é ter o envolvimento nacional dos participantes. Mas há representantes dos EUA e Europa que irão participar e palestrar. Há alguns grupos que estão vindo pela primeira vez ao Brasil com o intuito de analisar oportunidades para investimento e anunciar o que pretendem fazer no futuro.


IN - A BSH International e Questex multiplicarão o impacto da Brasil Hospitality Investment Conference com o lançamento de missões comerciais internas e externas para promover o Brasil. De que forma isso vai acontecer?

CP - Por enquanto, estamos debatendo internamente como e quando essas missões serão lançadas. Mas posso afirmar que serão organizadas para promover os projetos, parcerias e facilidades existentes nas oportunidades brasileiras em escopo mundial.


IN - A propriedade compartilhada no Brasil está começando a tomar fôlego nos últimos anos. Qual o cenário para os próximos anos? E onde o Nordeste se encaixa nisso?

CP - Os próximos anos estão prometendo alto crescimento em vários setores, inclusive para ferramentas como fractionals e time share. O interesse das incorporadoras neste setor será exposto durante o BHIC.


IN - Quais os planos da Questex para próximos eventos no Brasil?

CP - Tudo indica que a Questex está no Brasil para ficar. Estamos desenvolvendo um plano de ações que será revelado em breve

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ivens e Gafisa juntos em cidade planejada

Estou colocando esta notícia de 17/03/2012 para meus amigos e parceiros entenderem o porque da especulação imobiliária no Eusébio esses dias...


O 290º homem mais rico do mundo e o nono do País é líder nacional em massas e biscoitos com seu grupo M. Dias Branco. Ele controla 25,6% em biscoitos e 25,1% em massas, mas se tem uma área que também atiça o instinto empreendedor de Ivens é o setor imobiliário. Ele está bem perto de um sonho no Eusébio, onde fica a Fábrica Fortaleza. Falta muito pouco para que ele e a paulista Gafisa batam o martelo em megaprojeto imobiliário, atrás da indústria. A área total é de 2 mil hectares e, a se confirmar a batida, a primeira fase da cidade planejada será lançada antes do final do ano. O negócio é de Ivens, fora do Grupo M. Dias Branco.

A propósito, surpreendeu positivamente Ivens a agilidade com que a Prefeitura de Eusébio atuou na legalização do negócio. Tudo caminhou célere e limpo na gestão do prefeito Acilon Gonçalves. Como deve ser.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Lei garante desconto de 50% para registro de primeiro imóvel

O sonho do primeiro imóvel pode ficar mais barato. Uma lei de 1973 garante desconto de 50% nos custos do registro para quem financia o bem pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Segundo a Lei 6.015, de 1973, quem compra o primeiro imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tem direito a 50% de desconto no registro da escritura do bem. Mas, apesar de a norma ter quase 40 anos, poucos a conhecem, e muita gente paga o valor integral das custas cartoriais, quando, na verdade, poderia economizar dinheiro.

Luiz Carlos Kechichian, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), não hesita em apontar os responsáveis pela falta de conhecimento da lei: os cartórios. "Eles não têm interesse em dar publicidade à norma".

A afirmação de Kechichian, no entanto, é contestada por Francisco Ventura, diretor de registro de imóveis da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg-SP): "A maioria dos imóveis financiados pelo SFH tem esse desconto, e, em São Paulo, os cartórios normalmente já dão esta informação".

Ventura até demonstra surpresa diante da alegação de que a lei é pouco conhecida. "Pode haver algum caso isolado, mas não sei porque disseram que as pessoas não conhecem a norma", afirma ele. O diretor da Anoreg-SP vai além, e diz que os bancos costumam avisar aqueles que buscam financiamento sobre o desconto de 50% nos custos cartoriais.

Kechichian, porém, usa o exemplo dos próprios corretores para garantir que há grande desconhecimento sobre a lei. "Até tentamos informar todos os associados do Creci-SP, mas nem todo mundo recebe a informação; fora do estado de São Paulo, então, o desconhecimento é ainda maior, e até donos de imobiliárias ignoram a lei", afirma o conselheiro do Creci-SP. Segundo ele, só quando o cliente é bem informado e pergunta sobre o desconto é que consegue o benefício nos cartórios.

Declaração
Para garantir o direito ao desconto, o comprador tem de apresentar uma declaração de que está adquirindo, com o financiamento do SFH, seu primeiro imóvel. Ventura afirma que, em São Paulo, basta apresentar a declaração escrita para pagar apenas 50% das custas cartoriais. "Não precisa nem comprovar, pois os cartórios paulistas têm informações centralizadas e conseguem averiguar se é o primeiro imóvel do comprador", diz o diretor da Anoreg-SP.

Nem todos os estados brasileiros, no entanto, têm o nível de informatização de São Paulo. Pode ser necessário apresentar certidão de todos os cartórios da cidade onde o negócio está sendo realizado para comprovar que o comprador não possui nenhum imóvel próprio.

Se a pessoa já foi dona de casa ou apartamento - mesmo que já não possua o bem - ou recebeu alguma propriedade por doação ou herança, não há direito ao desconto. "A lei só se aplica mesmo ao primeiro imóvel, para beneficiar quem está fugindo do aluguel", esclarece Kechichian. Quem é casado com alguém que já tem casa própria continua tendo direito ao abatimento, contanto que compre um imóvel em seu nome.

O desconto é um direito garantido por lei, portanto, se o cartório se recusar a concedê-lo, o comprador pode registrar queixa junto à Corregedoria Geral da Justiça. Para isso, basta entrar em contato com o fórum da cidade na qual se localiza o cartório.

Fonte: Terra

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