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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Reunião define procedimentos de prevenção ao coronavírus no Porto do Pecém

Encontro reuniu representantes de diversos órgãos que trabalham diretamente no contato com tripulantes internacionais
Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Receita Federal; Secretaria de Saúde de São Gonçalo do Amarante; além de representantes das áreas de Operações, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho do Porto do Pecém estiveram reunidos na manhã dessa quinta-feira (30), na Sede do Complexo do Pecém, com o objetivo de unir esforços na prevenção ao novo tipo de coronavírus, o 2019-nCoV.

Apesar de nenhum caso suspeito ter sido registrado no terminal portuário cearense, e de não haver nenhum caso de coronavírus confirmado no estado do Ceará, foi discutida hoje a implantação de novos procedimentos preconizados pela Anvisa em todo o país e que passam a ser adotados pelos profissionais do Porto do Pecém.

Recomendações da ANVISA

– Intensificação à vigilância em casos suspeitos para notificação;

– Providenciar a disponibilização de avisos sonoros;

– Intensificar os procedimentos de limpeza e desinfecção nos terminais e meios de transporte com o reforço de uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual);

– Sensibilização das equipes de vigilância sanitária e dos pontos médicos para a detecção de casos suspeitos e uso dos EPIs;

– Revisão dos planos de contingência nos pontos de entrada no que couber com ênfase na atualização dos contatos.

Ainda durante o encontro foi acordado que a Secretaria de Saúde de São Gonçalo do Amarante, município onde está localizado o Porto do Pecém, realizará uma capacitação com os profissionais portuários sobre a importância de registrar a notificação de caso suspeito. Por isso, foi enfatizada também a importância dos comandantes de navios preencherem corretamente a Declaração Marítima de Saúde, documento que relata o real estado de saúde das tripulações que passam pelos píeres do Porto do Pecém.

“Nesse momento foi importante formarmos esse vínculo da saúde do município com o porto e demais entes para que a comunicação flua no sentido correto e a gente possa intervir com ações no momento certo e no local certo”, diz Kylvia Gardênia, coordenadora de Vigilância da Secretaria de Saúde de São Gonçalo do Amarante.

Na próxima semana, uma nova reunião será realizada com os prestadores de serviços acessórios (PSAs); prestadores de serviços operacionais (PSOs); e prestadores de serviços de saúde com o objetivo de sensibilizar a todos sobre a importância da prevenção ao novo coronavírus.

“Assim conseguiremos compartilhar a melhor informação possível. É fundamental repassarmos informações confiáveis para todos os atores envolvidos nesse cenário. Muito importante vermos todos esses órgãos envolvidos nessa situação que é de caráter internacional”, afirma Ieda Passos, gerente de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho do Complexo do Pecém.

O Coronavírus 2019-nCoV tem um período de incubação de 14 dias e pode ou não apresentar sintomas ao longo desse tempo. A doença é considerada de alto índice de infecção, mas com baixo grau de letalidade. Ainda assim é necessário que os profissionais portuários preservem os cuidados básicos de saúde.

Principais cuidados

– Lave as mãos com sabão e água ou com álcool, principalmente antes de consumir algum alimento;

– Utilize lenço descartável para higiene nasal;

– Cubra o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;

– Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Higienize as mãos após tossir ou espirrar;

– Não compartilhe objetos de uso pessoal;

– Mantenha os ambientes bem ventilados;

– Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

domingo, 12 de janeiro de 2020

Votorantim Cimentos está com mais 10 vagas de emprego abertas no Pecém

A Votorantim  Cimentos , uma das oito maiores empresas globais de materiais de construção – cimento, concreto, agregados e argamassa está com vagas abertas no Pecém para as seguintes funções :

- Mecânico Industrial,
- Operador de Painel Central,
- Técnico Mantenedor,
- Laboratorista,
- Técnico em Manutenção;

Se você tem qualificação para uma dessas áreas, envie seu currículo para o e-mail até o dia 17/01/2020:

maria.nascimento@vcimentos.com 

elayze.santiago.es1@vcimentos.com

Fonte: Portal Pan Notícias

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Governo do Ceará assina Memorando de Entendimento com Banco de Desenvolvimento da China


Foi assinado nesta quarta-feira (6), em São Paulo, o Memorando de Entendimento para cooperação estratégica entre o Governo do Ceará e o Banco de Desenvolvimento da China. O documento consolida uma pactuação para construção de estratégias em prol do desenvolvimento econômico sustentável do Estado, e possibilita que empresas implantem e patrocinem projetos locais relevantes, incluindo a instalação da refinaria no Ceará, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), e parcerias na área da Saúde. O memorando está em vigor pelo período inicial de três anos e poderá ser prorrogado caso haja consentimento futuro mútuo das partes.

Antes da cerimônia, o governador Camilo Santana participou de uma reunião com o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China, Cai Dong, e representantes da direção do banco. Durante a conversa, o chefe do Executivo apresentou a situação econômica do Ceará, como a política de atração de investimentos com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e exibiu um vídeo de apresentação do Estado para os asiáticos.

“Tratamos e assinamos hoje um acordo em relação ao financiamento de dois projetos importantes para o Ceará. Um é a refinaria, luta antiga do Estado, e o outro está na área da Saúde, que é o interesse da empresa China Meheco Corporation, uma das maiores empresas da área do mundo que já visitaram nosso Estado e querem se instalar no Ceará. Esse é um momento histórico, muito importante. Mais um passo para a concretização da refinaria. Os chineses farão em breve nova visita ao Estado, eles estão analisando o projeto do Pecém, e vamos trabalhar para trazer esse grande empreendimento”, garantiu o governador.

Camilo destacou aos empresários chineses a importância da refinaria para o desenvolvimento econômico, com geração de empregos e fomentação de novas oportunidades de negócio, para o Ceará. Além disso, o governador também explanou acerca da vocação turística cearense, afirmando que “estamos de portas abertas e com um povo muito trabalhador” diante de novas iniciativas.

“Vamos construir junto com o banco a melhor equação para que esses dois projetos (refinaria e Saúde) sejam realizados”, afirmou o governador.

A comitiva do Ceará que participou da assinatura do Memorando de Entendimento contou ainda com o assessor especial para Assuntos Internacionais, Antônio Balhmann, e o presidente da ZPE, Mário Lima.



Boas perspectivas

Dirigente do banco chinês, Cai Dong afirmou que a iniciativa privada do país enxerga infraestrutura e potencial econômico “impressionante” no Ceará, e elogiou a constante de investimentos públicos para melhoria da qualidade de vida da população por meio de ações no campo da Educação e outras áreas. “Isso dá bastante confiança ao CDB de que Ceará está numa trajetória de crescimento”, disse Dong.

A pactuação com o Ceará, segundo aponta o CEO do CDB, é resultado da compreensão da grande importância do mercado brasileiro. “Temos um saldo muito positivo para investir no país e estamos muito satisfeitos com a assinatura deste memorando. Podemos dizer que agora o Ceará é um amigo de cooperação da China”, complementou.

Refinaria

No último mês de setembro, comitiva do Governo do Ceará viajou até a China para consolidar o financiamento do projeto da refinaria. O empreendimento, que funcionará dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), no Pecém, tem expectativa de gerar pelo menos 10 mil empregos na fase de construção e 8 mil postos permanentes entre diretos e indiretos. A previsão inicial é de que a unidade de refino produza até 300.000 barris/dia.

O Banco de Desenvolvimento da China, que atualmente conta com ativos de US$ 2,2 trilhões, se comprometeu a financiar o projeto com US$ 4 bilhões na primeira fase de construção do equipamento no Pecém, além de US$ 3,5 bilhões para implementação de todo o parque petroquímico na região.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

sábado, 17 de setembro de 2016

Indústria Aeroespacial de Israel busca oportunidades de investimento no Ceará

Grupo manteve reuniões no Governo, na Fiec e
visitou Complexo do Pecém e estaleiro

O Ceará recebeu nesta terça (13) a visita de dirigentes da Israel Aerospace Industries (IAI), fabricante e desenvolvedora israelense de satélites, veículos aéreos não tripulados, aeronaves civis e militares, radares, mísseis, barcos de patrulha e sistemas de defesa cibernética e soluções de comando e controle. A empresa atendeu convite da secretária do Desenvolvimento Econômico, Nicolle Barbosa, que esteve na sede da indústria em Israel e chamou os dirigentes a conhecer a ZPE e as potencialidades da economia cearense. Os executivos participaram de compromissos no Gabinete do Governador, na Federação das Indústrias (Fiec) e no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Segundo Nicolle Barbosa, o objetivo da visita foi identificar possíveis investimentos a serem realizados pela empresa no Ceará, bem como possibilidades de intercâmbio tecnológico. "Visitei a IAI em Israel, conheci seu grande potencial exportador e fiz pessoalmente o convite para conhecer a nossa ZPE. É um grupo sólido e traduz o perfil de empresas que entendo adequado para ocupar a ZPE, que deve abrigar os grandes players mundiais nos diversos setores da indústria", apontou a secretária, que aguarda a conclusão do projeto da Sala do Investidor que possibilitará identificar grandes empresas no mundo com potencial de se instalar na ZPE do Ceara.

Para ela, a vinda dos dirigentes da empresa ao Ceará foi importante pois permite terem uma visão do esforço que o Estado tem realizado para atrair empreendimentos, bem como fomentar parcerias que resultem em desenvolvimento de tecnologia.


Encontros

Durante encontro com representantes do Governo, os dirigentes da empresa apresentaram a vasta linha da corporação, contemplando desde fabricação e desenvolvimento de aeronaves e veículos aéreos não-tripulados (VANTs) até soluções em comunicação e segurança cibernética. Organizada em seis divisões, a IAI possui 15.000 funcionários e faturou cerca de US$ 4 bilhões no último ano, com 80% da receita oriunda de exportações.

O CEO da empresa no Brasil, Henrique Gomes, destacou que atualmente a empresa possui cerca de US$ 9 bilhões em encomendas contratadas. "Isso nos dá segurança para executar nossa estratégia de expansão e realizar investimentos", afirmou. De acordo com Gomes, pela dimensão continental e potencial econômico, o Brasil é considerado um parceiro estratégico para a empresa. "Possuímos bons negócios com o Brasil, já atendemos a Polícia Federal e as forças brasileiras e investimos na participação em duas empresas nacionais para ampliar nossa atuação no mercado. A meta é identificar oportunidades para expandir nossa operação no país", destacou.

As empresas brasileiras com participação do grupo são a IACIT, que produz radares e sistemas eletro-ópticos; e a Avionics Service, que atua com VANTs e sistemas de navegação.

Em encontro ocorrido no Palácio da Abolição que contou com a presença do Chefe de Gabinete do Governador, Élcio Batista; do secretário de Segurança Pública, Delci Teixeira; e do secretário Adjunto da Justiça e Cidadania, Sandro Camilo; Eduardo Neves, diretor da Adece,  além de Nicolle Barbosa e Alexandre Adolfo, da SDE, os dirigentes da empresa puderam conhecer a realidade socioeconômica do Ceará para avaliar possíveis parcerias a serem estabelecidas.

Durante reunião na Fiec, o secretário Hugo Figueirêdo informou que o mestrado do ITA em Fortaleza poderá ser importante para a qualificação profissional de engenheiros aeronáuticos para compor quadros futuros da empresa.

Já a visita às instalações da ZPE, localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) deixou os executivos impressionados com a estrutura oferecida pelo Estado. "Sem dúvida é um excelente local para investir. A ZPE é um diferencial bastante atrativo para atuar com exportações oferecendo diversas perspectivas de operação. Ficamos impressionados com a estrutura oferecida para receber investimentos", afirmou Miki Bar, assessor especial da presidência IAI mundial.

A IAI também fabrica barcos não tripulados, que atuam na vigilância de zonas portuárias e costeiras. Por conta disso, o grupo visitou a Indústria Naval do Ceará (Inace), estaleiro cearense líder nacional na construção de iates de luxo e navios militares e embarcações de trabalho e offshore, incluindo rebocadores e empurradores fluviais. De acordo com os participantes, o interesse foi mútuo e as possibilidades de parcerias serão avaliadas.


sábado, 16 de agosto de 2014

Posco e Aço Cearense buscam mercado consumidor no Ceará

PARA CONCRETIZAR LAMINADORA
Segundo o grupo local, o projeto continua em análise. Agora, está sendo iniciada a fase do estudo financeiro

Na primeira fase, cerca de US$ 800 milhões deverão ser investidos na obra
O Grupo Aço Cearense e a sul-coreana Posco estão buscando alternativas para a venda, dentro do Ceará, dos aços planos a serem produzidos pela laminadora que estudam instalar no Estado. O estudo de viabilidade do empreendimento, que estava previsto para ser concluído até o fim de junho, ainda está sendo elaborado e não existe um cronograma definido.

"O projeto continua em estudo, principalmente na parte técnica para se definir o investimento, e tem alguns pontos que ainda precisamos buscar alternativas, principalmente sobre a questão da venda da placa para dentro do estado do Ceará", informou a Aço Cearense, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa. A nota adianta, ainda, que está sendo iniciada, no momento, a fase de estudo financeiro do investimento para o projeto.

As duas empresas assinaram, em novembro do ano passado e após seis meses de conversas, um Memorando de Entendimentos (MOU), que estabelece a intenção de ambas de desenvolverem o estudo de viabilidade técnica e econômica para a instalação de uma laminadora de aços planos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

De acordo com a Aço Cearense, a área em que a planta será construída ainda está sendo negociada. A laminadora deverá ser instalada em duas fases, com a primeira envolvendo investimentos de US$ 800 milhões.

Estimativa

Na etapa inicial, o empreendimento prevê a produção total em torno de 700 mil toneladas/ano de bobinas (ar quente, ar frio e galvanizadas). Já na segunda fase, o total chegará a 1 milhão de toneladas/ano das mesmas bobinas.

Sociedade

"A sociedade entre o Grupo Aço Cearense e a sul-coreana Posco já está acertada, por isso estamos desenvolvendo o estudo de viabilidade técnica e econômica para a instalação da laminadora de aços planos no Estado. Após definir este estudo é que serão definidas as participações financeiras de cada empresa", informou a assessoria de imprensa da empresa.

Conforme o grupo, este é "um projeto grande, complexo e, desta forma, vários pontos devem ser avaliados". A reportagem foi informada que diversas reuniões técnicas entre o grupo cearense e o coreano foram realizadas, em Fortaleza e na Coreia do Sul, para a definição dos equipamentos a serem utilizados na laminadora.

Empregos

A previsão é que a usina, que será o terceiro projeto siderúrgico a ser instalado no Estado, gere 1.500 empregos diretos. O Grupo Aço Cearense reforça que, de acordo com estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), para este tipo de investimento, cada emprego direto gerado corresponde a 24 indiretos, o que somaria ao final 36 mil colocações.

O grupo cearense acrescenta ainda que o Governo do Estado também está trabalhando para viabilizar o empreendimento.

Siderúrgica

A Posco é responsável pela construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios 22/07/2014

domingo, 25 de maio de 2014

Foster diz que precisa da Premium II para ontem

A presidente da Petrobras defendeu as novas refinarias do Ceará e do Maranhão em audiência pública

Em depoimento, ontem, no Câmara dos Deputados, Graça Foster disse que à medida que as refinarias que estão em construção fiquem prontas, a empresa terá mais caixa e receita para realizar os novos investimentos
FOTO: DIVULGAÇÃO
A presidente da Petrobras, Graça Foster, anunciou para ainda este mês o pacote de licitações para a construção das refinarias Premium I no Maranhão e II no Ceará. A expectativa inicial, no caso da unidade de refino cearense, era de que o lançamento ocorresse ainda em abril, o que acabou não acontecendo. O anúncio foi feito, ontem, na Câmara dos Deputados, em Brasília, durante depoimento de Foster sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Ao todo, segundo já adiantou a Secretaria de Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), 11 pacotes deverão ser licitados, conforme o acertado com a Petrobras em reunião no último dia 18 de abril para tratar sobre o empreendimento.

Ontem, em seu depoimento, a presidente da estatal petrolífera defendeu a construção das novas unidades de refino, classificando-as como "fundamentais" em um momento em que a produção brasileira de petróleo está crescendo, e tendo em vista, ainda, que a última refinaria finalizada pela companhia ocorreu há 35 anos. "Os projetos das reinarias Premium I e II foram revistos, otimizados e simplificados, assim como chegamos a fazer com a Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). E a Petrobras, independentemente de questões políticas, ou não, aliás, nem tenho talento para isso, nem sei trabalhar assim, mas do ponto de vista empresarial precisamos dessas refinarias. Depois de muita discussão, inclusive com projetistas internacionais, vamos lançar os pacotes de licitações ainda neste mês. Estamos trabalhando para fazer agora em maio", garantiu Foster. Conforme assinalou, a Petrobras, nos últimos dois anos estava sendo bastante restritiva em relação a novos projetos. "Estamos finalizando as refinarias que estão em construção (referindo-se a Abreu e Lima), e à medida que estas forem ficando prontas, vamos ter mais caixa, mais receita e mais óleo, podendo assim iniciar novos investimentos", disse. "Mas o fato é que precisamos dessas refinarias para ontem", complementou.

Licença de Instalação

Antes prevista para o início de março deste ano, a Licença de Instalação (LI) da Premium II terminou sendo adiada para abril. No entanto, o mês chegou ao fim e o documento não foi expedido. A LI foi solicitada pela Petrobras no dia 23 de janeiro deste ano e tinha prazo estipulado, pela Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Semace), de 30 a 45 dias para ser liberado.

No dia 10 do mês passado, representantes da secretaria e da Petrobras chegaram a se reunir para tratar do licenciamento. Conforme disse à época o superintendente adjunto da Semace, Arilo Veras, o encontro serviu para que fossem abordadas as condicionantes ligadas ao empreendimento. "Depois que eles (a Petrobras) enviaram os documentos que tinham sido analisados, nós analisamos e marcamos essas reuniões, para mostrar o que precisa ser complementado ou não atendeu (às exigências)", declarou o superintendente.

Reserva indígena

Agendado para 14 de abril deste ano, o início do processo licitatório para a instalação da reserva indígena Taba dos Anacés também foi adiado e ainda não tem prazo para realização. O certame não ocorreu em virtude da necessidade de ajustes em seu edital, em função de nova legislação federal. A doação do terreno, onde será feita a reserva já foi aprovada pela Assembleia Legislativa.

Anchieta Dantas Jr.
Repórter

Matéria do Diário do Nordeste de 01/05/2014

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ibama multa Energia Pecém em R$ 15,5 mi

POLUIÇÃO SONORA

Em nota, a empresa afirma que já apresentou defesa ao Ibama questionando a legalidade da autuação

A Energia Pecém, termelétrica instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), foi multada, recentemente, em R$ 15,5 milhões pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) devido à poluição sonora causada pela correia transportadora de carvão mineral utilizada pelo empreendimento. Até o fechamento desta edição, o Ibama não forneceu mais informações sobre a multa nem sobre os prazos dados para que a empresa se manifeste sobre o assunto.

De acordo com o Ministério Público Federal no Ceará, além da poluição sonora, outros laudos indicam poluição atmosférica causada pela correia FOTO: ALEX COSTA

Atmosférica também

No entanto, outras multas podem ser aplicadas à Energia Pecém, empresa controlada pela EDP e pela MPX Energia, pertencente ao Grupo EBX, do empresário Eike Batista. De acordo com o procurador do Ministério Público Federal no Ceará, Alessander Sales, o procedimento recente do Ibama diz respeito à poluição sonora, mas também existem indícios de poluição atmosférica, a partir da fuga de partículas do carvão mineral da correia.

"Estamos analisando o que vamos fazer com relação a este assunto. O laudo mais recente atesta a poluição sonora, mas também temos alguns laudos que atestam a dispersão de materiais, a poluição atmosférica. Assim, nós temos que tomar providências para impedir que estes danos detectados continuem", afirma Alessander Sales.

A análise e constatação de poluição sonora causada pela correia transportadora de carvão utilizada pela termelétrica Energia Pecém ocorreu após denúncias realizadas por moradores que vivem no entorno do empreendimento ao Ibama, à Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) e ao Ministério Público Federal. Os moradores da região também denunciam a emissão de fuligem pelo equipamento. Situação semelhante ocorreu em 2011, quando um vazamento na correia deixou diversas casas cobertas de fuligem. À época, o governo do Estado vedou a correia para solucionar o problema.

Posicionamento

Em relação à multa aplicada pelo Ibama, a Energia Pecém diz, em nota enviada por sua assessoria de imprensa, que já "apresentou defesa questionando a legalidade da referida autuação. A empresa informa ainda que comprometeu-se perante a Semace a comunicar previamente ao órgão sobre as atividades de descarregamento e transporte de carvão mineral, bem como a apresentar análises adicionais referentes ao desempenho ambiental do equipamento. Reitera que possui como premissa atuar com transparência perante a sociedade, em diálogo com os órgãos de fiscalização e as comunidades no entorno do seu empreendimento".

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

domingo, 12 de maio de 2013

Terraplanagem da CSP está no fim

CONCLUSÃO DIA 20

Atuam hoje no canteiro de obras cerca de 1.430 funcionários. O número deverá saltar para 7 mil até o fim do ano

A etapa de terraplanagem da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) deverá acabar no próximo dia 20, segundo informações da Posco Engenharia e Construções do Brasil, responsável pela execução da construção da usina. Mesmo antes do fim da terraplanagem, já estão sendo feitos, no terreno onde o empreendimento será construído, serviços de escavação e a concretagem das fundações.


Principais serviços a serem realizados neste ano estão ligados à construção civil das mais importantes instalações da siderúrgica Foto: Divulgação


Atuam hoje no canteiro de obras cerca de 1.430 funcionários, segundo a Posco. Até o final deste ano, informa a empresa, espera-se que esse número aumente para aproximadamente sete mil trabalhadores. Já para o pico da obra, previsto para junho do próximo ano, é esperada a mobilização de mais de 15 mil funcionários.

Ainda conforme a Posco, os principais serviços realizados em 2013 estarão ligados à construção civil das principais instalações da siderúrgica, sendo as principais oportunidades de trabalho, neste ano são, voltadas para profissionais da área, entre os quais estão serventes, contínuos, auxiliares, pedreiros, armadores, carpinteiros e pintores, além de técnicos nas áreas de edificação, ambiental, segurança do trabalho, engenheiros e cargos administrativos.

Equipamentos

A empresa também informou que parte dos equipamentos necessários à construção da CSP desembarcados no Estado, já está no canteiro de obras, enquanto outro conjunto de equipamentos se encontra, em processo de Alfandegamento na Zona de Processamento do Pecém (ZPE) e uma última parte está no terminal de cargas do Porto do Pecém.

ZPE

Tendo concluído seu processo de alfandegamento em março último a ZPE Ceará - empresa que administra a zona de processamento de exportação do Estado - pretende realizar, neste semestre, um trabalho mais intenso de divulgação e apresentação para possíveis interessados em se instalar naquela área.

De acordo com o presidente da ZPE Ceará, Eduardo Macêdo, ainda existem "muitas dúvidas" quanto ao modelo da ZPE por parte de possíveis investidores. Ele destaca, entretanto, que o fim do alfandegamento já tem tornado mais consistente o trabalho de captação de investimentos feitos pela empresa, que hoje dialoga com empreendimentos de países como Portugal, Espanha e Coreia.

Segundo Macêdo, a ZPE Ceará se encontra em uma etapa de testes, durante a qual estão sendo avaliados equipamentos e sistemas ligados ao seu funcionamento. Ainda neste semestre, informa, a empresa deverá passar à etapa de "operação plena".


Obras de montagem da CSP custarão cerca de R$ 100 mi

SEIS MESES DE NEGOCIAÇÃO

Makro Engenharia vence disputa entre dez empresas e é escolhida para movimentar peças com mais de 100 t

Após uma negociação que durou cerca de seis meses e envolveu dez grandes empresas nacionais e estrangeiras, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) ganhou, enfim, um responsável por suas obras de montagem. Trata-se da Makro Engenharia, companhia do ramo de movimentação de cargas que firmou na última terça-feira (30) o contrato de operação com a sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil, uma das sócias do equipamento. O serviço custará cerca de R$ 100 milhões.

Todos os equipamentos para montagem da planta industrial serão fornecidos exclusivamente pela Makro Engenharia, o que inclui guindastes telescópicos sobre pneus e treliçados sobre esteiras Foto: Divulgação

Conforme o diretor técnico e comercial da Makro, David Rodrigues, um dos fatores decisivos para a escolha da empresa foi a experiência da mesma junto a Vale, uma das investidoras do projeto. Segundo ele, "a concorrência teve início no fim do ano passado e foi muito acirrada, já que houve diversos processos de qualificação. Na decisão final, acredito que nossa experiência no ramo de mineração e indústria, assim como a nossa alta performance em segurança acabaram pesando positivamente, já que a CSP não deixa de ser um obra de risco".

Durante o processo de seleção para as obras de montagem da CSP, a maioria das empresas que concorriam eram estrangeiras, de países como Coreia e Holanda, sendo apenas três nacionais. Após alguns processos de qualificação técnica, a Posco negociou aspectos comerciais.

A operação

Basicamente, a Makro ficará responsável pela movimentação de cargas acima de 100 toneladas (t) no processo de construção da CSP. Todos os equipamentos para montagem da planta industrial serão fornecidos exclusivamente pela empresa, o que inclui guindastes telescópicos sobre pneus e treliçados sobre esteiras, assim como o fornecimento de gruas torres. A operação está prevista para durar 22 meses.


Em março deste ano, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco, encontravam-se voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo Foto: Alex Costa

"Em suma, todos os componentes pesados serão erguidos e montados pela Makro. Para se ter uma ideia, içaremos uma peça que pesa 600 toneladas, um valor nunca antes levantado no Ceará. Obviamente que ainda estamos na fase de projeto e esse peso pode ficar ainda maior", comenta David Rodrigues.

Andamento das obras

Em março deste ano, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco, encontravam-se voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas, respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária de 3.360 m³ e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Em sua primeira fase de operação, a CSP deve produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano, contribuindo para a geração de emprego, assim como o desenvolvimento econômico do Estado do Ceará.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Até 2014, CSP recebe 350 mil ton de maquinário

EM ABRIL HOUVE NOVA REMESSA 

Três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém no próximo mês


Área terraplanada da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período de construção da usina FOTO: DIVULGAÇÃO

Estão em andamento as primeiras fundações da siderúrgica e a construção do poço de vazamento do lingotamento contínuo fotos: divulgação

Às voltas com as obras do prédio sede da Zona de Processamento das Exportações (ZPE do Ceará), correndo contra o relógio para deixar tudo pronto e assegurar o alfandegamento da área pela Receita Federal, - em tempo hábil para receber a visita da presidente Dilma Rousseff, no dia 21 próximo, - a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), aperta o ritmo das obras do empreendimento, enquanto aguarda a chegada de novos carregamentos de materiais e equipamentos para dar forma à siderúrgica.

Para abril próximo, três novos carregamentos estão previstos para aportar no terminal do Pecém, de um total de 158 desembarques, já programados pela CSP até 2014. A projeção é que 350 mil toneladas de equipamentos e máquinas cheguem até o próximo ano, ao Ceará.

Neste primeiro momento, confirma a Assessoria de Imprensa da Companhia, os navios trarão partes e peças de máquinas para regeneração de calor, para produção de ar quente a ser insuflado no alto forno, equipado com blower/ventiladores com alta capacidade de fluxo de ar, sopradores, válvulas, mangueiras, juntas de expansão, estruturas metálicas, revestimentos refratários, tubulações e dutos.

Na lista de equipamentos constam ainda peças de alta complexidade, que envolve tecnologia de ponta, para o pátio de matérias primas, coqueria, sintetização, alto-forno, lingotamento contínuo e aciaria. "Estas instalações são consideradas o coração de uma siderúrgica", destaca a direção da CSP.

Esse material se juntará às outras 110 mil toneladas de materiais às obras da siderúrgica, a exemplo de chapas e escoras de aço que já chegaram no ano passado, por meio de 35 embarques marítimos. No momento, 36 volume com peças e partes específicas da coqueteria, num total de 1.953 metros cúbicos se encontram estocados no Porto do Pecém, aguardando o alfandegamento da ZPE do Ceará, para serem internalizá-los ao ativo da empresa e gozarem dos benefícios fiscais e tributários peculiares a uma zona de processamento de exportações.

Balanço de obras

Ainda de acordo com a direção da Companhia, as obras de construção da CSP, sob a responsabilidade da Posco Engenharia e Construção do Brasil (PEC), encontram-se, atualmente, voltadas às execuções de concretagem das fundações (scale pit) da aciaria e à instalação do lingotamento contínuo. Tais obras foram iniciadas respectivamente, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O balanço do último quadrimestre de 2012 e primeiros meses de 2013 registra o término da terraplenagem no site da siderúrgica - área de 498 hectares e conclusão do escritório satélite do Steel Making e Continuous Casting (Aciaria e Lingotamento Contínuo). Consta ainda o início do funcionamento da usina de beneficiamento de concreto do site - sob a responsabilidade da subcontratada coreana Dong Yong -,com produção diária é de 3.360m3 e a inauguração da ponte que liga a área auxiliar ao site industrial do canteiro da Companhia Siderúrgica.

Andamento

No momento, encontra-se em fase de finalização o sistema de tratamento de esgoto para o período da construção da usina e de conclusão da rede de água da sede da ZPE do Ceará. A CSP anuncia ainda, aportes de capital de US$600 milhões no ano passado além de outros R$ 5 milhões em ações para sustentabilidade ambiental.

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

Só a CSP justifica criação da Zona especial no CE

INDÚSTRIA ÂNCORA

A siderúrgica, orçada em US$ 8 bilhões, deve contribuir também para que nasça no Estado um polo metalmecânico

Brasília. O governo autorizou o funcionamento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Pecém, no Ceará, onde será instalada a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), um empreendimento com investimentos estimados em US$ 8 bilhões, desenvolvido em parceria entre a Vale e as coreanas Dongkuk e Posco. Será a
primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste.

Conforme o secretário executivo do CZPE, Gustavo Saboia, na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões FOTO: DIVULGAÇÃO

Segundo o secretário executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), Gustavo Saboia Fontenele e Silva, o projeto da CSP é "tão grande", que somente ele justifica a criação da ZPE. Segundo os dados recebidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a previsão é que a primeira fase da siderúrgica entre em operação em 2015, produzindo 3 milhões de toneladas de placas de aço e gerando 4 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A segunda etapa entra em funcionamento em 2017, com a produção de chapas finas de aço.

"Isso vai permitir que nasça no Estado uma indústria metal mecânica", afirmou. Na ZPE também funcionará a Vale Pecém, que vai investir US$ 98 milhões para beneficiar o minério de ferro a ser utilizado pela CSP. O projeto processará 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para a siderúrgica. A ZPE nasce em uma área ao lado de onde deve ser instalada uma refinaria da Petrobras.

ZPE do Acre

A outra ZPE autorizada a funcionar no País foi a do Acre, que recebeu o aval do governo no ano passado. No entanto, a de Pecém, destaca o Mdic, será um empreendimento muito maior.

O foco principal é a agregação de valor às exportações brasileiras. Fontenele e Silva explicou que um levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostra que o preço médio de produtos semimanufaturados de ferro ou aço é 510% maior do que o preço exportado do produto primário.

Se a venda for de laminados planos de ferro ou aço, a diferença no valor sobe para 790% em relação ao produto básico.

Além disso, o secretário ressalta que a aprovação da ZPE considera o potencial de desenvolvimento regional. Ele afirma, no entanto, que há um controle rigoroso do governo para evitar que os produtos das ZPEs cheguem ao mercado nacional, além do porcentual permitido, para não afetar a competitividade das empresas fora dessa zona.

As companhias que se instalam em ZPEs têm tratamento tributário especial, mas precisam obter com exportações, no mínimo, 80% de sua receita bruta total. Os demais 20% da produção podem ser destinados ao mercado nacional, mas não estão isentos de tributos.

O secretário relata que a brecha foi uma segurança para as empresas em caso de retração no mercado internacional.

terça-feira, 19 de março de 2013

Porto do Pecém cresce 28% em 2013

Crescimento confirma o terminal portuário cearense como um dos principais do Brasil 

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A movimentação de mercadorias através do Porto do Pecém vem alcançando, mensalmente, um crescimento que confirma o terminal portuário cearense como um dos principais do Brasil. Nos dois primeiros meses de 2013, o crescimento registrou recorde de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, com a movimentação de 717 mil toneladas (t) contra 561 mil t no período janeiro/fevereiro de 2012, com destaque para o aumento das importações que atingiram 56%.

As maiores elevações ocorreram por conta da movimentação de carga geral solta, com variação positiva de 46%, carga geral conteinerizada, que registrou aumento de 12% e da movimentação de granel líquido, que no mesmo período do ano anterior não havia registrado movimentação.

No transporte de carga geral solta - o destaque ficou com o ferro e aço (207 mil t). Na movimentação de carga geral conteinerizada - os destaques foram com as frutas (34 mil t), ferro e aço (20 mil t), plásticos e suas obras (18 mil t), arroz (12 mil t) e sal (10 mil t). O gás natural liquefeito foi registrou elevados índices na movimentação de granéis líquidos, com 190 mil t, enquanto nos granéis sólidos o clinker (cimento não pulverizado) alcançou a marca de 73 mil t movimentadas.

No transporte de longo curso foram movimentadas através do Pecém 608 mil t, enquanto o transporte por cabotagem, que é a movimentação de mercadorias entre portos de um mesmo país contribuiu com 109 mil t. Na movimentação de frutas, 64% são de origem no Estado do Ceará, seguindo-se o Rio Grande do Norte com 34%. Os principais destinos continuam sendo a Holanda (39%), Grã Bretanha (31), Espanha (13) e Itália e Estados Unidos, com 6% cada.

Raking
De acordo com os dados fornecidos pela Secex – Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio o Pecém, até fevereiro do corrente ano, lidera a movimentação de frutas, calçados, produtos siderúrgicos e clínquer (tijolo enriquecido de metais, geralmente utilizados em altas temoeraturas devido à sua resistência). Na exportação de frutas o porto cearense tem participação de 29% entre todos os portos brasileiros, seguido pelo porto do Rio Grande do Norte, com 28. No transporte de calçados o Pecém participou com 28%, seguido do porto de Rio Grande-RS com 23%.

O grande destaque ficou para a movimentação de produtos siderúrgicos, com o Pecém registrando a participação de 41% e o porto de Santos-SP na segunda colocação com 14%. A movimentação de clínkers também registrou uma grande diferença entre o Pecém e os demais portos brasileiros, com o porto cearense alcançando a participação de 30% seguido pelos portos de Sepetiba-RJ, Santarém-PA e Suape-PE, com 13% cada um.

Fonte: IN InvestNE

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ceará .Infraestrutura.

ORIUNDOS DA COREIA DO SUL

CSP recebe primeiros equipamentos

Segundo a empresa sul-coreana Posco, as obras civis estão programadas para até o próximo ano

Os primeiros equipamentos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) chegaram ao Ceará. O navio STX Brassiana, que trouxe a carga, estava em alto mar desde o último domingo (10) e, na noite da última quarta-feira (13), recebeu autorização para atracar no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Segundo a CSP, os 36 volumes que vieram da Coreia do Sul devem ser montados no empreendimento entre 2014 e 2015.

Os 36 volumes devem ser montados no empreendimento entre os anos de 2014 e 2015, de acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa da empresa FOTO: MARÍLIA CAMELO

"Seguindo o cronograma das obras da siderúrgica, até 2014 estão programadas as obras civis dos galpões, edificações, vias internas e instalações diversas. A montagem e testes dos equipamentos acontecerão entre 2014 e 2015", detalha a nota enviada pela assessoria da empresa sul-coreana. Todo o material deve montar a parte chamada coqueria da CSP e custou US$ 340 milhões. As caixas com ele vieram embaladas em lonas plásticas azuis e correspondem a 1.953 metros cúbicos de peças, o que equivale a 99.841 quilos. Já o tempo previsto para a descarga do Brassiana deve durar "cerca de três dias", segundo estimativa da Cearáportos, que administra o terminal do Pecém.

Cargas ficarão no Tmut

Outra informação confirmada pela Cearáportos é de que os 36 volumes devem ficar ´guardados´ no pátio do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut) até que saia o alfandegamento da ZPE. Como informou com exclusividade o Diário do Nordeste na edição do 8 de fevereiro deste ano, os equipamentos poderão permanecer no Porto do Pecém por até 90 dias sem que nenhum procedimento alfandegário seja exigido deles. Ainda segundo a Cearáportos, o navio STX Brassiana possui carga mista e trouxe, além das peças da CSP, 19 mil toneladas de bobina para indústrias siderúrgicas. Dados de carga e descarga do terminal de São Gonçalo ainda atestam que mais de dez navios com material para a siderúrgica cearense já aportaram lá, todos trazendo - da Coreia do Sul, China ou Vietnã - estacas para o início da obra civil do empreendimento.

O material ficará guardado no pátio do Terminal de Múltiplo Uso até que saia o alfandegamento da ZPE. Os equipamentos poderão permanecer no Porto do Pecém por até 90 dias sem que nenhum procedimento seja exigido FOTO: MARÍLIA CAMELO

Impasse do alfandegamento

No entanto, para que a construção da CSP continue respeitando o prazo ou, pelo menos, que os equipamentos desfrutem dos benefícios fiscais da Zona de Processamento e Exportação (ZPE), é necessária a expedição do Ato Declaratório Executivo (ADE) pela Receita Federal.

O documento faz da ZPE uma área alfandegária, a qual deve ter o poder de conceder benefícios às empresas que estão dentro da área dela - no caso, a CSP.

A primeira data anunciada pelo governo do Estado para que o processo de alfandegamento fosse concluído foi 15 de dezembro do ano passado. Depois, quando a construção física da sede administrativa não foi concluída a tempo, o prazo foi transferido para 25 de janeiro. Em ambos, existia a expectativa do governador Cid Gomes de contar com a presença da presidente Dilma Rousseff para a inauguração da ZPE do Ceará.

O início de março é tido, agora, como o prazo máximo para a conclusão do processo. Caso realmente saia, os diretores da ZPE Ceará e da CSP afirmaram que os equipamentos devem entrar com benefícios e não atrasarão as obras da siderúrgica.

Custo

340 milhões de dólares é quanto custou o material que deve ser utilizado na montagem da parte da siderúrgica chamada coqueria

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MP DOS PORTOS

Portuário quer alterar regras

Brasília. Representantes do setor portuário se reuniram, onte, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, com o objetivo de sensibilizar o governo para alterar a medida provisória que muda as regras de operação dos portos brasileiros (MP 595). A audiência, acertada pela deputada estadual Telma de Souza (PT-SP), ex-prefeita de Santos, antecede a instalação da comissão mista do Congresso que analisará a MP, prevista para o dia 20.

Paralelamente, trabalhadores dos portos estarão reunidos em Brasília para fechar o calendário de mobilização contra a MP, que permite a privatização do setor. O presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que a pressão dos trabalhadores é pela paralisação.

Os sindicalistas temem demissão e perdas de direitos trabalhistas com as novas regras instituídas pela MP. Eles argumentam que a privatização vai deixar precária a relação trabalhista. Outra consequência apontada é que a privatização resultará na prática de dumping pelas empresas que terão o domínio sobre os portos, baixando os preços até acabar com os atuais que operam no sistema de concessão, para depois subirem as tarifas.

As novas regras permitem a construção e a operação de terminais privativos sem restrição de cargas. A MP, que recebeu 645 emendas, foi editada em dezembro do ano passado e perderá a validade em maio, se não for votada até lá. A MP dos portos é uma das 23 medidas provisórias tramitam no Congresso.

Na fila

Na Câmara, três medidas provisórias estão na fila à espera de votação: a que estende a desoneração da folha de pagamento para novos setores (MP 582), a que trata de políticas de subvenção aos financiamentos concedidos pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (MP 581) e a que destina crédito de R$ 1,68 bilhão para o Fundo de Financiamento Estudantil (MP 588).

No Senado, a pauta está trancada pela MP 585. Ela libera R$ 1,95 bilhão para compensar as perdas decorrentes de desonerações para exportação.

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REFINARIAS DE PETRÓLEO

ANP destaca relevância das Premium I e II

Documento da ANP mostra que as refinarias Premium I e II não serão concluídas antes de 2017/2018 

Relatório sobre a evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000 - 2012, divulgado ontem, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) revela a importância da construção das refinarias de petróleo Premium I e II, respectivamente, nos Estados do Maranhão e do Ceará, para adequação da atual oferta nacional ao novo perfil da demanda do mercado por gasolina, óleo diesel, GLP, nafta e QAV (querosene de aviação).

O documento chega em momento em que o gabinete da Casa Civil retoma os entendimentos com o Palácio do Planalto, para agendamento de visita do governador do Ceará, Cid Gomes, à presidente Dilma Roussef, reunião na qual os temas refinaria e seca devem constar, certamente, na pauta.

No documento, a ANP transcreve citações do último Plano de Negócios e Gestão da Petrobras 2012-2016, onde diz que as refinarias Premium I e II, e o segundo trem de processamento do Comperj não serão concluídos antes de 2017/2018. Consta também, que os projetos das duas refinarias no Nordeste estão em processo de avaliação e que somente serão implementadas “caso se verifique o alinhamento de seus custos com as métricas internacionais, em termos de Capex e taxas de retorno de investimento”.

Abastecimento

Sintetizado em 23 páginas, o relatório da ANP destaca logo no início que “as recentes e crescentes dificuldades para a garantia do abastecimento de derivados de petróleo no Brasil suscitam a busca de soluções de curto e longo prazo, as quais dependem de investimentos e incentivos visando à ampliação da oferta, à redução da demanda e à otimização da infraestrutura de logística”.

Afirma ainda que os cenários que preconizavam expectativas de autossuficiência, e até mesmo de exportação de derivados, no horizonte de 2020, parecem definitivamente ultrapassados. Na avaliação da ANP, a dependência das importações tem se ampliado, gerando efeitos perversos sobre a balança comercial do país, diante do aumento crescente da demanda e déficit de produção de combustíveis e derivados. Conforme o relatório, no intervalo de 2001 a 2011, a taxa média do PIB do Brasil, cresceu 3,76%, contra 4,05% do diesel, 4,60% da gasolina e 9%, do etanol. Mostra ainda, que apesar do direcionamento de grande parte do aumento do consumo de combustíveis para o etanol entre 2003 e 2009, a partir de 2010 os preços da gasolina voltaram a ser competitivos e o consumo deste produto voltou a crescer, fechando 2012 com aumento de 13%, sobre a demanda de 2011.

Parque de refino

Nesse contexto em que também se destaca o descolamento dos preços da gasolina praticados no mercado doméstico, em relação aos preços internacionais, amplia-se a necessidade e as perspectivas de expansão do parque de refino nacional para este e demais derivados do petróleo.

Demanda elevada

A expansão se faz necessária à adequação da produção ao perfil da demanda em elevação, para produção de derivados de maior valor agregado e atendimento de novos requisitos de qualidade dos produtos, a exemplo do diesel com menor teor de enxofre, bem como à redução dos custos logísticos.

Nesse cenário, o relatório da Agência Nacional de Petróleo aponta as perspectivas de aumento da capacidade de processamento do parque de refino até 2020, a partir da entrada de operação das refinarias Abreu Lima, em Pernambuco, em 2014, da Premium I e II, a partir de 2017 e 2018, respectivamente, e do primeiro trem de processamento do Compej, no Rio d janeiro, em 2015, como condições para ampliação da oferta interna de derivados de petróleo e consequente redução das importações desses produtos.


Fonte: Diário do Nordeste - Negócios

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Da agricultura ao trabalho no porto


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

Dedicado, Eduardo Miranda não disfarça a alegria ao narrar os acontecimentos que vivenciou em dez anos


No Pecém, Eduardo Miranda supervisiona o trabalho de dez funcionários de uma empresa que trabalha como operadora do Porto FOTO: ALEX COSTA

No pátio que recebe os contêineres trazidos pelos navios, dez funcionários de uma empresa que trabalha como operadora no Porto do Pecém se preparam para transportar a carga recém-chegada. O grupo é supervisionado por um homem que, embora se mostre sempre simpático, costuma falar pouco com quem não tem intimidade. "É porque eu sou meio calado assim mesmo". Apesar da timidez, Eduardo Miranda, de 35 anos, não consegue disfarçar a alegria ao narrar os acontecimentos que vivenciou nos últimos dez anos.

Uma década atrás, em vez do capacete e demais equipamentos de segurança aos quais já se habituou a utilizar diariamente, Eduardo costumava levar ao trabalho pouco mais do que uma enxada. À época, quando morava em Várzea Alegre, onde nasceu, era a partir da agricultura, plantando sobretudo arroz, milho e feijão, que garantia o sustento da família. "A gente trabalhava os seis meses do inverno. Na seca, a gente tinha que vender o que tinha para comprar alguma coisa para casa".

Oportunidades

Aos 26 anos, casado e com duas filhas, soube, através de um primo, que havia uma vaga para repositor em um mercantil no Pecém. Decidido a mudar de vida, Eduardo usou parte das economias que conseguira juntar e comprou uma passagem para São Gonçalo do Amarante. "Eu gosto de arriscar. Às vezes a gente não pode se preocupar muito com as consequências".

Nova empreitada

No mesmo dia em que chegou ao Pecém, foi entrevistado para o emprego no mercantil. No dia seguinte, começou a trabalhar. Depois de três meses, conseguiu dinheiro suficiente para trazer a mulher e as filhas para morar com ele. Aquele primeiro ano, relata, foi o mais difícil. "Você com uma mulher e filhos e pagando aluguel, água e luz com um salário mínimo".

Apesar da melhora na qualidade de vida, esforçou-se para continuar progredindo. Após cerca de um ano no mercantil, Eduardo conseguiu, através do Sine/IDT, um novo emprego, como capataz, em uma das operadoras que atuavam no Porto do Pecém. Trabalhou como capataz durante cerca de um ano e meio, até mudar de empresa e, seis meses depois, ser promovido a conferente.

Dois anos depois, foi promovido mais uma vez, para coordenador. Atualmente, em novo cargo, supervisiona as atividades realizadas pela empresa no pátio do porto. Ao fim de cada mês, recebe, em média, entre R$ 1.900 e R$ 2.600, variando conforme a quantidade de horas extras trabalhadas.

Avanços

Se mudou de função diversas vezes, conservou o desejo de continuar progredindo. Eduardo pretende continuar se profissionalizando para alcançar postos mais altos, mas pretende permanecer no porto.

Estímulo

O avanço que projeta para si mesmo se estende para antigos companheiros que também buscam uma oportunidade de mudar de vida. Sempre que possível, Eduardo chama trabalhadores de Várzea Alegre que, assim como ele fez dez anos atrás, pretendem mudar de vida.

Depois de todo o esforço para conseguir alcançar a posição conquistada, o supervisor também se preocupa em facilitar a chegada de novos trabalhadores, oferecendo-se para ajudar a cobrir, no primeiro mês, despesas como a passagem e o aluguel.

Colaboração

"Quando eu vim, eu não tinha quem pagasse minha passagem, meu aluguel", relata. Nos últimos anos, já ajudou a contratar cerca 15 pessoas de Várzea Alegre interessadas. "O pessoal de lá, quando vem, é interessado, é para trabalhar mesmo", comenta Eduardo Miranda. (JM)

Fonte: Diário do Nordeste

Ex-pescador evoluiu com o Complexo


CHANCES APROVEITADAS

Adaptação às oportunidades criadas foi fundamental para o crescimento profissional

O operador de guindaste Luiz Martins, de 33 anos, sustenta a família com a remuneração que obtém no Porto do Pecém. Hoje, o estudo dos seus filhos é uma de suas maiores preocupações FOTO: ALEX COSTA

Natural do Pecém, Luiz Martins, de 33 anos, criou, ainda criança, intimidade com o mar. Seguindo os passos do pai e de boa parte dos moradores da antiga vila, tornou-se pescador ainda adolescente. O cenário ao qual já estava tão acostumado a cruzar com sua jangada começou a mudar com o início construção do Porto do Pecém. Da mesma forma, sua rotina também começou a se transformar.

Mesmo ainda se dedicando à pesca, Luiz passou a atuar na construção do porto, como forma de obter uma renda extra. À época, a pesca era ainda uma atividade mais lucrativa. Quando o porto entrou em operação, foi um dos trabalhadores que acompanhou o atracamento do primeiro navio.

Dupla jornada

Conciliando ainda as duas atividades, passou a trabalhar como capataz em uma das operadoras, auxiliando no descarregamento e deslocamento de cargas. Com a nova atividade que acumulou, ganhava um salário mínimo, que, naquele período, era de R$ 200.

Em um momento no qual o porto ainda principiava a operação, conta, todo o trabalho era feito de forma muito mais braçal, em comparação com o cenário atual. "Tinha dias que tinha 800 sacas (cada uma pesando 50 quilos) para quatro homens carregarem".

Sempre com o mar

Com o passar dos anos, trocou de empresa e de função, passando a ganhar cada vez mais. Em pouco tempo, deixou a pesca, já que o porto demandava muito trabalho e já lhe proporcionava mais renda. De todo modo, continuou tendo o mar como "colega de trabalho", permanecendo sempre no porto.

Após passar por diferentes empresas e fazer diversos cursos, Luiz trabalha hoje como operador de guindaste, uma das profissões mais desejadas, por conta da remuneração - em torno de R$ 4 mil, podendo ser maior com as horas extras.

Fonte de renda

É com a renda obtida no porto que Luiz sustenta a família, em uma casa no centro do Pecém. "Aqui, antigamente, era só mato", relata, referindo-se à rua hoje repleta de casas. Além da mulher e dos dois filhos, ajuda a cuidar do sogro, que recentemente teve de amputar as duas pernas e hoje vive com o casal. "É mais uma pessoa que a gente pode ajudar".

Futuro dos filhos

Uma das preocupações do operador, que hoje ganha cerca de 20 vezes mais do que costumava receber há onze anos, é que os filhos se dediquem sempre aos estudos, para terem uma rotina ainda melhor. "Hoje, eu ganho melhor, mas também trabalho de madrugada, poderia ter mais qualidade de vida". (JM)

Capacitação está sendo ampliada

Focado nas demandas atuais e urgentes das indústrias do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/CE), entidade do Sistema Fiec, irá iniciar já em fevereiro as atividades do seu Centro de Formação Profissional (CFP), que está em fase final de reforma do prédio, localizado em São Gonçalo do Amarante. A expectativa é de treinar, somente este ano, 1.300 trabalhadores.

Os cursos serão realizados por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal. Serão oferecidas formação em soldagem, caldeiraria, serralheria de alumínio, pedreiro, armador de ferro, pintor e carpinteiro de obra, bombeiro hidráulico, eletricidade predial e assistente administrativo.

De acordo com o responsável pelo CFT, Raimundo Façanha, serão 1.140 vagas nos cursos de qualificação profissional. Também haverá 160 postos para cursos de formação de jovens aprendizes. Os cursos são gratuitos. Informações na prefeitura de São Gonçalo do Amarante.

O CFT funcionará em um prédio cedido pela prefeitura municipal em forma de comodato por dois anos, prorrogáveis por mais dois. Segundo Façanha, esta foi a estratégia tomada para garantir o adiantamento da presença do Senai no complexo. O empreendimento está estimado entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. A expectativa é de que as obras sejam iniciadas ainda este ano, e que esteja em funcionamento em 2014. "Com o novo prédio, também serão criados novos cursos. A ideia é que estejamos sempre alinhados com a demanda do mercado", reforça.

CTTC

Segundo a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, a inauguração do Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC) - outro equipamento voltado para capacitação - está prevista para maio. Serão oferecidas formação inicial e continuada em áreas como construção civil, petroquímica, eletromecânica. A quantidade de alunos atenderá à demanda. Estima-se que sejam capacitadas 14 mil pessoas/ano.

Aumentar a renda será desafio para municípios


INDICADORES ECONÔMICOS E SOCIAIS

Mais do que elevar o Produto Interno Bruto, é esperado o consequente desenvolvimento da região

Atualmente, o principal responsável pela geração de riquezas no complexo industrial ainda é o Terminal Portuário do Pecém FOTO: ALEX COSTA
Que as indústrias de base e toda a cadeia produtiva que estas irão atrair para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) irão contribuir sobremaneira para alavancar a economia cearense, isso é inquestionável. Entretanto, mais do que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas, é esperado o desenvolvimento da região, com a melhoria da infraestrutura das cidades e dos indicadores sociais. E estes são grandes desafios a serem enfrentados pelos municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia.

Entre estes desafios, está o acréscimo da renda da população destas duas cidades. Caucaia, o segundo município mais populoso do Estado, com mais de 325 mil habitantes, possuía, em 2010, um rendimento nominal médio per capita de apenas R$ 441,04 mensais, entre os domicílios particulares permanentes. Os dados são do último Censo do IBGE. O valor, portanto, era ainda inferior ao salário mínimo que, à época, estava fixado em R$ 510. Entre os domicílios da área urbana, o valor era de R$ 458,15, enquanto que os rurais ficavam em apenas R$ 290,87.

Ao todo, de acordo com o Censo 2010, Caucaia conta com 89,1 mil domicílios particulares permanentes, dos quais, 19,1 mil, o equivalente a 21,4%, possuíam rendimento mensal domiciliar (isto é, somando os proventos de todos os integrantes da família) até um salário mínimo. Destes, 4,2 mil possuíam renda de até meio mínimo. Na outra ponta, 499 domicílios possuíam rendimento nominal mensal superior a 20 salário mínimos.

O Município encontra forte vocação empresarial no ramo de alojamento e alimentação e tem sua economia, em maior parte, sendo desenvolvida na área de serviços, seguido da indústria e da agropecuária, segundo aponta estudo realizado pela a Associação Técnico-Científica Eng° Paulo de Frontin (Astef) - entidade jurídica de direito privado, vinculada ao Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) - e que compõe o Relatório de Impacto Ambiental da refinaria Premium II.

"Na indústria de transformação, se destaca a de produtos alimentares, enquanto que no comércio varejista se evidenciam os ramos de tecido, vestuário, artigos de armarinho e material de construção", aponta o estudo feito a pedido da Petrobras.

Com a intensificação da chegada de indústrias, e em especial com a implantação da refinaria, deverá haver uma alteração nesse quadro, com a indústrias ganhando maior importância.

São Gonçalo

Já São Gonçalo do Amarante possui população bem menor, de 43,8 mil habitantes em 2010. Entretanto, dos 12 mil domicílios particulares permanentes, 3.728, ou 31%, possuíam rendimento nominal mensal de até um salário mínimo em 2010, conforme o IBGE.

O rendimento nominal mensal per capita do Município era ainda menor que o de Caucaia, ficando em R$ 361,92 mensais. Por outro lado, não há diferença tão significativa entre a média urbana e a mensal, que ficam em R$ 387,31 e R$ 313,75, respectivamente.

Em 2010, o PIB de São Gonçalo era de R$ 1,1 bilhão, o sétimo maior do Estado. O principal responsável pela geração de riquezas por lá é exatamente o Terminal Portuário do Pecém, motor do complexo industrial.

A instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), entre outros empreendimentos deverá consolidar o setor industrial como o principal gerador de riquezas por lá.

Suape pode ser exemplo para Pecém

A construção de uma unidade de refino, no caso a Premium II, a exemplo da Abreu e Lima (PE), deverá atrair mais indústrias para o Cipp FOTO: RODRIGO CARVALHO

Imagine um universo de 43 mil pessoas, o equivalente a toda a população de São Gonçalo do Amarante, "batendo ponto", diariamente, em uma mesma empresa. Parece um tanto improvável, mas é esta a realidade hoje na Refinaria Abreu e Lima, em construção pela Petrobras no Complexo Industrial de Suape, localizado no município pernambucano de Ipojuca, a 44 quilômetros de Recife. Um cenário que, todavia, não está tão distante de se configurar no Ceará.

Suape pode ser analisado como uma projeção do que poderá vir a ser o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) daqui a alguns anos. Hoje, o complexo pernambucano já possui mais de 100 empresas em operação e outras 50 em implantação. O de Pecém ainda tem um longo caminho a percorrer: são oito operando e outras oito em instalação. Contudo, a confirmação dos chamados empreendimentos estruturantes, a exemplo da refinaria cearense e da siderúrgica, traz a garantia de que novos grandes projetos deverão aportar na região.

A refinaria Premium II terá uma capacidade de produção ainda maior que a de Pernambuco, contudo deverá envolver uma quantia menor de recursos na implantação e mobilizar uma massa menor de trabalhadores.

A unidade pernambucana é apontada como um exemplo a não ser seguido, em virtude dos atrasos e dos acréscimos no orçamento. A Premium II deverá gerar cerca de 90 mil empregos, entre diretos, indiretos e por efeito renda. No pico da obra, haverão 20 mil pessoas envolvidas na implantação, de acordo com previsões da Petrobras.

Já a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), que já está entrando em uma segunda fase nas obras de instalação da usina, espera contratar oito mil pessoas somente neste ano.

Os trabalhadores estarão envolvidos, agora, nas obras civis das principais instalações da planta, como alto-forno, produção de aço e lingotamento. No pico da obra, previsto para 2014, entre 15 mil e 17 mil pessoas devem trabalhar na instalação da siderúrgica.

Pessoal especializado

A partir deste ano, a CSP contratará mais mão de obra especializada, com níveis técnico e superior. Entre os profissionais a serem procurados, estão engenheiros, geógrafos, psicólogos, assistentes sociais, técnicos em edificação, mecânica, meio ambiente, além de carpinteiros, pedreiros, armadores, pintores, assistentes administrativos, entre outros. A maior parte dessas vagas deverá ser contratada entre profissionais locais.

Atualmente, de acordo com dados da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), existem 1.544 trabalhadores nas empresas já instaladas e em operação no Cipp. (SS)

Fonte: Diário do Nordeste

Mesmo com mais empregos, inserção ainda se mostra difícil


SEM QUALIFICAÇÃO
PECÉM

Unidade do Sine/IDT no Pecém recebe trabalhadores locais, de outros estados e até países à procura de vaga
A possibilidade de conquistar um posto de trabalho, todavia, está atrelada a uma oportunidade anterior, que muitos ainda não tiveram - a de se qualificar profissionalmente foto Alex Costa
Antes mesmo do atendimento iniciar, cedo da manhã, um homem aguarda, na entrada da unidade do Sine/IDT no Pecém, sua vez de ser chamado. Consigo, leva alguns documentos e a expectativa de, ainda naquela semana, conseguir um emprego há meses desejado.

Pouco depois das oito horas, é atendido. Exigem-lhe experiência, ensino básico completo, cursos profissionalizantes, noções de inglês. Não os tem. Ainda criança, largou a escola para ajudar os pais e se dedicar a trabalhos informais, sem carteira assinada e sem muitos aprendizados ao longo de vários anos em que conquistou pouco mais do que o suficiente para se manter.

Após deixar o currículo na unidade, mais uma vez, volta para casa, para a informalidade, para a insegurança financeira. Quando a senha seguinte é chamada, outro homem, de outro estado, apresenta também seus objetivos. Depois dele, é a vez de um jovem que sente crescer, a cada dia, a necessidade de conseguir o primeiro emprego. Dessa forma, mantém-se, no prédio do Sine, até a tarde, essa sequência de anseios e insistências.

Com milhares de novas vagas previstas para este ano, principalmente para empresas que prestarão serviço para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), de São Gonçalo do Amarante recebe, a cada semana, visitantes de outros estados ou países, mais pessoas interessadas em mudar de vida.

Contraste

Os habitantes do distrito, por sua vez, tentam se inserir nesse processo, tendo como inspiração histórias de pessoas que ascenderam profissionalmente e hoje têm uma rotina com a qual nem mesmo sonhavam uma década atrás. A possibilidade de conquistar uma vaga, todavia, está atrelada a uma oportunidade anterior, que muitos ainda não tiveram - a de se qualificar.

O contraste entre o crescimento vertiginoso do distrito e as deficiências que ainda travam o desenvolvimento econômico reflete a oposição entre o homem que no passado pôde se dedicar ao aprendizado e o trabalhador inexperiente que busca um meio de se profissionalizar.

Em meio às contradições, o palco principal da chegada de grandes empreendimentos, no Ceará, é hoje também o cenário gigantesco onde trabalhadores protagonizam histórias de conquistas, desilusões e esperanças.

A primeira reportagem sobre as transformações recentes no Pecém, publicada no último dia 13, apresentou o impacto dos novos empreendimentos à economia de São Gonçalo. Na semana seguinte, foram apontados alguns dos problemas sociais que persistem ou começam a atingir a população local.

Esta terceira e última publicação tem como foco o elemento apresentado como maior benefício das mudanças na região - a geração de empregos.

JOÃO MOURA
REPÓRTER

Construção lidera rol de demandas

Pedreiros, carpinteiros, topógrafos, ferreiros e serventes estão entre as funções solicitadas para preencher cerca de 1.400 vagas FOTO: DIVULGAÇÃO

Com o início das obras físicas da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), previsto para este trimestre, a expectativa do Sine/IDT, que em 2012 intermediou a contratação de 520 profissionais para a usina, é que as contratações em 2013 superem as do último ano. Atualmente, informa o gerente da Unidade de atendimento do Sine/IDT no Pecém, Francisco Pereira, as vagas mais demandadas estão nos setores de construção civil e metalmecânico, destacando-se, por exemplo, pedreiros, carpinteiros e eletricistas.

Além disso, complementa, há a necessidade crescente de trabalhadores que atuem no setor de serviços, principalmente nas áreas de alimentação e fardamento. A procura nesses dois setores deverá crescer junto com as oportunidades na construção.

De acordo com informações da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, a CSP irá demandar, sozinha, durante o pico da construção, 60 mil peões por dia - número superior à população atual do município.

Principais funções

Segundo previsão do Sine, feita a partir da projeção de empresas que já prospectam mão de obra, serão requeridos, neste ano, para a CSP, em torno de 600 refrataristas. Já para eletricistas industriais e de máquinas, são esperadas ao menos 300 vagas. Mais visada, a construção civil demandará cerca de 1.400 vagas - pedreiros, topógrafos, carpinteiros, ferreiros e serventes.

Remuneração

Diante da procura por trabalhadores, indica Pereira, as companhias têm oferecido remunerações melhores do que a média da Capital. O salário médio de um eletricista industrial, no Pecém, ilustra, é de R$ 1.200,00. Somado aos benefícios e possíveis horas extras, o valor pode ultrapassar R$ 2 mil. No caso de eletricistas de força e controle e auxiliares administrativos, o pagamento no fim do mês pode chegar a R$ 2.500,00.

Apesar do cenário tentador, o gerente alerta aos interessados que fiquem atentos ao tipo de profissional exigido pelas empresas, diante do risco de, mesmo sendo qualificado, o trabalhador não encontrar vagas que se encaixem no seu perfil. Uma forma de se informar, orienta, é visitar o site do Sine - www.idt.org.br - e procurar as unidades do órgão em qualquer cidade, já que o sistema é integrado. (JM)

Cearenses com 85% das vagas

O pedreiro Manoel da Silva afirma que o nível de qualificação exigido pelas empresas impede que os cearenses ocupem mais postos FOTO: ALEX COSTA
Apesar da preferência das empresas por trabalhadores que moram em São Gonçalo do Amarante, para evitar pagar transporte e alojamentos, uma parte significativa das vagas criadas no Pecém é preenchida por pessoas de outros estados ou países, diante da falta de qualificação.

Conforme o coordenador da regional metropolitana do Sine/IDT, em torno de 15% das vagas hoje preenchidas com intermédio do órgão são ocupadas por estrangeiros ou pessoas de outros estados. Esse percentual, afirma, já foi maior, chegando a aproximadamente 30%.

O maior aproveitamento por parte dos cearenses, hoje, afirma, ocorre por conta das capacitações que já foram realizadas pelas próprias empresas, nos últimos anos, com moradores de São Gonçalo do Amarante e municípios vizinhos. "As empresas querem um super homem", comenta o gerente da unidade de atendimento do Sine/IDT no distrito de Pecém, Francisco Pereira.

"Ás vezes, a gente tem que dizer: ´você não vai conseguir preencher o seu quadro com o perfil que você está pedindo´", complementa.

Idioma

Como muitos dos novos investidores são estrangeiros, principalmente da Coreia do Sul, acrescenta, ter noção de inglês é um grande diferencial. Isso tem acontecido, frisa, mesmo no caso de ocupações para as quais um segundo idioma não era exigência, como técnicos em segurança do trabalho e eletricistas.

Um dos índices que ilustram por que a mão de obra local não é mais aproveitada é a elevada taxa de analfabetismo na região. Em São Gonçalo, 20,2% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever, totalizando 6.453 pessoas, conforme dados do Censo de 2010 do IBGE. Desse total, 1.453 pessoas têm entre 25 e 39 anos.

Espera há um ano

Uma das pessoas que procuraram o Sine/IDT na última semana, o pedreiro Manoel da Silva, 36 anos, diz já não saber exatamente quantas vezes foi até a unidade buscando uma vaga nos últimos 12 meses. "Acho que umas 30 vezes", comenta, com bom humor, mas sem esconder a gravidade da situação.

"Eu sei que, em parte, a culpa é minha", afirma, referindo-se ao fato de não ter a qualificação mínima exigida pela maioria das empresas. Aos 11 anos, deixou a escola para ajudar os pais na agricultura, à qual se dedicou até a idade adulta. Fora a experiência no campo, atuou na construção do Porto do Pecém e informalmente, como assistente de pedreiro. Hoje, diz, pretende se profissionalizar na área. Enquanto não consegue uma vaga, alimenta a expectativa de ser contratado por uma empresa que lhe ofereça treinamento. (JM)

Fonte: Diário do Nordeste (27.01.13)

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